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16 de janeiro de 2016

Governador do DF sanciona leis que podem agilizar negócios imobiliários


O Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, assinou ontem a sanção das leis que irão criar melhores condições para agilizar os negócios imobiliários no Distrito Federal. Uma lei promove modificações na Outorga Onerosa de Alteração de Uso (Onalt), cobrada quando há mudança na finalidade de um terreno com valorização imobiliária, e na Outorga Onerosa do Direito de Construir (Odir), taxa aplicada em caso de autorização para construir, além do potencial básico previsto inicialmente antes dos PDLs.

Outra lei sancionada corrige o Anexo VII do Plano Diretor Local (PDL) de Taguatinga e define parâmetros urbanísticos com o seu respectivo endereçamento. Isso corrige um erro material ocorrido desde a promulgação do PDL de Taguatinga há mais de 18 anos. “Essas novas leis darão agilidade maior (ao setor imobiliário), a novidade é que a partir desta legislação haverá possibilidade real de instalação de postos de combustíveis em outras áreas com pagamento de Onalt”, ressaltou Rollemberg na cerimônia de sanção, realizada no Palácio do Buriti, sede do governo.

“Pretendemos agilizar os procedimentos para aprovação de projetos imobiliários. Este é um setor muito importante para a economia do DF e, especialmente num momento em que temos muitos desafios pela frente, tudo o que contribuir para agilizar a economia, para a geração de oportunidades de empregos é extremamente importante para todos nós”, disse o Governador.

“Esta sanção foi um passo importante para resolver o problema burocrático na aprovação de projetos imobiliários no DF”, disse Paulo Muniz, Presidente da ADEMI-DF, enfatizando que os lançamentos do setor vêm sendo extremamente prejudicados há muitos anos, o que engessa o mercado imobiliário. 

Segundo Paulo Muniz, a expectativa do setor imobiliário é que as alterações proporcionem regras mais claras e menos burocráticas com a finalidade de atribuir mais agilidade aos negócios do setor e, principalmente, facilitar o acesso da população à casa própria e aos imóveis comerciais.

A Diretoria e os associados da ADEMI-DF colaboraram com o GDF e também com a Câmara Legislativa ao prestar informações técnicas na elaboração e nas discussões dos projetos transformados em lei. Os empresários do setor imobiliário e da construção civil compareceram em peso à solenidade de sanção esta tarde.

“Depois de um trabalho árduo da nossa Associação, em conjunto com o Sinduscon-DF e o Setor Produtivo do DF, durante todo o ano, consideramos que essas leis resgatam parcialmente a segurança jurídica para o setor imobiliário, com normas claras e estáveis”, acrescentou Muniz.

Rollemberg agradeceu de público o que chamou de “parceria” das entidades empresariais no apoio e colaboração com o GDF para a elaboração das novas leis, citando, entre elas a ADEMI-DF, o SINDUSCON-DF, a ASBRACO, o CREA-DF, o CAU, o Clube de Engenharia. “Queremos trabalhar em parceria com o setor privado para que possamos a cada dia construir um DF melhor. Fica aqui nosso reconhecimento, nosso agradecimento inclusive à Câmara Legislativa do DF que com muitas presteza apreciou e aprovou estes projetos importantes para o conjunto do DF”, disse Rodrigo Rollemberg.

Além dessas leis, o setor imobiliário tem a expectativa que a Câmara Legislativa aprove nos primeiros meses deste ano o Projeto de Lei 726/2015, que redefine regras sobre construções classificadas como polos atrativos de trânsito. Os empreendedores não terão mais a obrigação de elaborar um relatório de impacto de trânsito (RIT) individualizado, devolvendo ao GDF a obrigação de elaborar estudos e executar obras de adequação nas vias públicas. Porém, as empresas ficarão obrigadas a pagar a contrapartida de mobilidade urbana.

Outra boa notícia para o setor imobiliário foi dada pelo Secretário de Gestão Territorial e Habitação do Distrito Federal, Thiago de Andrade: ele informou que o novo Código de Obras está concluído, em fase de revisão no governo, às vésperas de ser encaminhado para apreciação da Câmara Legislativa.

Fonte: http://noticias.r7.com

15 de junho de 2015

Mercado imobiliário da Flórida mira ricaços brasileiros

Site em português e apartamentos personalizados são algumas estratégias para fisgar clientes.


Com apartamentos custando a partir de US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões), 60% das unidades do Marina Palms Yacht Club & Residences, em Miami, foram vendidas para clientes do Brasil — o piloto de Fórmula Indy Helio Castroneves é um deles.

A estratégia das incorporadoras foi personalizar: criar plantas que satisfaçam as necessidades das famílias brasileiras, explica George Helmstetter, presidente do The DevStar Group, responsável pela construção.

— Nos últimos 12 meses, começamos a ver uma demanda de clientes procurando apartamentos maiores, de três ou quatro dormitórios, para viver em tempo integral. Criamos uma linha de apartamentos com mais espaço e flexibilidade. Eles têm cerca de 260 m², com áreas expansivas para as famílias brasileiras, que costumam ser maiores ou incluir outros membros, como avós ou uma babá, por exemplo.

Ele acrescenta que muitos proprietários planejam estabelecer apenas parte da família na Flórida.

— Também temos visto clientes em que um membro da família continua mantendo negócios no Brasil, mas está estabelecendo uma segunda residência [nos EUA] e geralmente a mãe e as crianças pretendem morar aqui em tempo integral.

A preferência dos brasileiros por imóveis de alto padrão aparece em dados da Miami Association of Realtors (associação de corretores). Em 2014, eles representaram 11% de todos os negócios imobiliários internacionais no sul da Flórida. Enquanto estrangeiros que compram naquela área gastam em média US$ 444 mil (R$ 1,4 milhão) por propriedade, os clientes do Brasil desembolsam cerca de US$ 495 mil (R$ 1,6 milhão).

Partiu Miami! Por que tantos brasileiros estão se mudando para lá?

A corretora Rejane de Paula, da In Miami Properties, vai além e diz que eles são "bem exigentes" e costumam gastar bem mais.

— O público brasileiro foi o que mais comprou imóvel acima de US$ 1 milhão. Imóveis a partir de US$ 500 mil são os que agradam o brasileiro. Muitos deles pagam à vista, mas também há financiamentos com juros em torno de 4% ao ano e dependendo do cliente, tem bancos que cobram 1%.

O mercado imobiliário no sul da Flórida enfrentou uma fase de preços baixos entre 2009 e 2011. Porém, o valor médio das propriedades subiu mais de 100% de lá para cá — de US$ 109 mil para US$ 240 mil. Isso fez uma parte da classe média desistir do negócio e procurar lugares mais baratos, como Orlando, por exemplo, onde o m² chega a custar metade desse valor.

Quem tem dinheiro se preocupa em ter o imóvel ideal, mesmo que custe um pouco mais. Opções para atrair essa fatia do mercado não faltam. Desde 2011, foram lançadas 340 novas torres, colocando no mercado mais de 44 mil unidades no sul da Flórida.

Mesmo com imóveis subindo de preço, há indícios de que ricos do Brasil continuam bastante interessados na região. Dados divulgados pela Miami Realtors em abril, referentes ao tráfego na internet, mostram que brasileiros são os que mais procuram informações sobre propriedades na região.

Divulgação
Um dos grandes lançamentos é o Brickell City Centre. Para atrair compradores do Brasil, o empreendimento tem até site em português. Os preços começam em US$ 600 mil (R$ 1,9 milhão). Localizado na região central da cidade, o complexo inclui um shopping na porta de casa e hotel.

Na parte residencial, há piscina com serviço de bar, spa, academia, biblioteca, além de wi-fi no lobby e nas áreas de lazer. As unidades são entregues com acabamento (incluem até pisos em mármore) e opções de móveis e eletrodomésticos de primeira linha.

As milhares de opções de apartamentos e casas fazem os corretores focarem cada vez mais nos endinheirados da América Latina. Recentemente, Rejane de Paula e a sócia Fabiana Santamaria, da In Miami Properties, estiveram em São Paulo para um evento na Casa Cor.

O momento não podia ser melhor para fisgar clientes. Se antes o negócio era para investir, agora os brasileiros estão despertando mais interesse pela vida nos Estados Unidos.

Fonte: http://noticias.r7.com
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