Pages

Mostrando postagens com marcador Bancos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bancos. Mostrar todas as postagens

5 de dezembro de 2016

Governo eleva limite para uso do FGTS na compra da casa própria


Para tentar estimular o setor imobiliário, o governo decidiu aumentar o limite para o uso de FGTS na compra de imóveis de R$ 650 mil para R$ 800 mil. Em Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, o valor subirá de R$ 750 mil para R$ 950 mil. Numa outra frente, a equipe econômica mudou as regras para exigir que os bancos atualizem mensalmente o valor das taxas cobradas e que incluam em todas as prestações uma parte de juros e amortização (ou seja, abatimento efetivo da dívida). As mudanças só valem para contratos novos.

A medidas foram anunciadas, ontem, após reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Com a mudança nas regras do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), seria possível, por exemplo, financiar com FGTS um imóvel de até 90 metros quadrados na Barra da Tijuca ou de dois quartos em Botafogo.

– Esse ajuste ocorre de tempos em tempos. É operacional – afirmou a chefe do Departamento de Regulação do Banco Central, Sílvia Marques, quando questionada sobre a necessidade de mudança.

Quando um imóvel é enquadrado no SFH, além de o mutuário poder usar os recursos do FGTS para dar entrada e amortizar parcelas, ainda tem acesso a juros mais baixos. As taxas do sistemas são de, no máximo, 12% ao ano. Desde setembro de 2013, o CMN não mexia nos limites de empréstimo.

AQUECIMENTO DE VENDAS

O conselho ainda mudou o mecanismo de amortização do saldo devedor. Passará a exigir, a partir de janeiro, que os bancos atualizem mensalmente juros e TR (Taxa Referencial) nas parcelas do mutuário. O CMN ainda vetou que haja parcelas apenas com juros. Assim, será exigido que haja uma proporção de amortização todos os meses.

As novas regras vão trazer mais previsibilidade ao mutuário, dizem especialistas. Segundo Samy Dana, professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), as mudanças no cálculo da prestação, com a atualização mensal de juros e TR, vão permitir uma maior transparência para os consumidores. Segundo ele, alguns bancos em seus financiamentos imobiliários não fazem a atualização mensal da TR. Com isso, diz Dana, o mutuário pode ser obrigado a arcar com parcela extra e residual referente a essa variação acumulada ou a arcar com parcelas maiores em período específico do financiamento.

– Tem banco que deixa acumular, e o cliente só percebe depois, quando o valor da parcela aumenta ou vem uma parcela residual. Assim, uma atualização mensal não assusta o mutuário. Essa mudança traz mais transparência. Hoje, com um financiamento o cliente já contrata o financiamento com uma parte de juros prefixados e outra parte pós-fixada, que é representada pela TR – explicou Dana.

O veto a parcelas compostas somente de juros durante o financiamento foi elogiado pelos especialistas. Segundo eles, isso vai ajudar a reduzir o risco de inadimplência. Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), lembra que, hoje, alguns bancos, ao usarem a Tabela Price, cobram, em determinados períodos do financiamento, como no primeiro ano, apenas os juros, sem a amortização do imóvel.

– Assim, de um mês para o outro o valor da prestação sofre um forte aumento, o que pode causar inadimplência. Por isso, considero essa regras prudenciais para se evitar o calote – destacou Oliveira.

As mudanças só entrarão em vigor em janeiro do ano que vem. A alteração do limite de financiamento para R$ 950 mil deverá ajudar na venda do estoque das incorporadoras, sem exercer pressão sobre os preços devido ao momento de retração na economia, segundo avaliação de Luiz França, sócio-presidente da França Participações, empresa de soluções para a área de gestão e finanças.

– É uma medida importante para o segmento. Nesse momento de crise, vai ajudar a melhorar as vendas. As construtoras já estão reduzindo preço para desovar os estoques e não há espaço para aumentos – disse, lembrando que consumidores que precisavam de um imóvel de maior valor, mas que não queriam se sujeitar a taxas de mercado, agora, podem fazer a aquisição dentro do SFH.

Fonte: Jornal O Globo – 25/11/2016

17 de fevereiro de 2014

Banco do Brasil cai 5% após resultados e imobiliárias seguem em queda

Pelo segundo dia consecutivo o Ibovespa encerrou com queda de 0,84%, aos 47.812 pontos nesta quinta-feira (13). Entre os papéis que pesaram para o dia negativo do índice estão o da Petrobras Petrobras (PETR3, -2,00%, R$ 13,72; PETR4, -2,34%, R$ 14,61). Nesta sessão foram apenas 3 das 72 ações do benchmark fechando com alta de mais de 2%, enquanto 5 papéis encerraram o dia com desvalorização de mais de 4%.

Na ponta positiva, o destaque ficou com as ações da Embraer (EMBR3, +2,39%, R$ 20,12), que conseguiram se manter no positivo durante praticamente toda a sessão. A maior fabricante de aeronaves regionais do mundo fechou seu primeiro grande acordo com uma companhia aérea indiana, a Air Costa, por 50 jatos num valor total de US$ 2,94 bilhões.

A Air Costa será a primeira cliente na Índia do E-Jet E2, a versão atualizada e remotorizada da companhia, quando receber sua primeira aeronave em 2018, disseram representantes da companhia em uma coletiva de imprensa durante a feira de aviação de Cingapura.

Banco do Brasil cai 5% após resultados

Por outro lado, entre as maiores quedas do índice, as atenções ficaram para as ações do Banco do Brasil (BBAS3), que caíram 4,93%, cotadas a R$ 20,82. Nesta manhã, a instituição reportou lucro líquido de R$ 3 bilhões, uma queda de 23,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em bases recorrentes, o lucro do período, de R$ 2,42 bilhões, caiu 23,8% na comparação anual. A previsão média de oito analistas ouvidos pela Reuters apontava para lucro líquido de R$ 2,61 bilhões no período. No acumulado de 2013, no entanto, o lucro líquido registrou alta de 29,1%, a R$ 15,75 bilhões, sendo assim o maior lucro da história do sistema financeiro.

Conforme apontou a XP Investimentos, o desempenho operacional da instituição demonstrou desenvolvimento razoável em algumas métricas, como: despesas de provisão abaixo do esperado, qualidade de carteira em níveis superiores ao sistema financeiro nacional, concessão de crédito abaixo do esperado (aspecto positivo para o banco), reestruturação atingida pelo Banco Votorantim e receitas com serviços em ritmo notável. "Porém, vale ressaltar que a trajetória dos índice de inadimplência para operações em atraso a mais de 90 dias, despesas administrativas e ROE (retorno final da instituição) continuam em tendência negativa, mesmo excluindo Banco Votorantim, o que pode adicionar visão negativa por parte do mercado sobre a instituição", avaliam.

Imobiliárias renovam mínimas

Também entre as perdas da sessão, o setor imobiliário se destacou, com algumas companhias renovando suas mínimas. Dentro do Ibovespa, a Cyrela (CYRE3, -3,12%, R$ 13,65) renovou seu menor patamar desde 25 de julho de 2012, enquanto fora do índice a EzTec (EZTC3, R$ 24,90, -3,30%) atingiu sua mínima desde 10 de julho do ano passado. Já a Rossi (RSID3, R$ 1,86, -3,63%) atingiu o mesmo patamar da semana passada, que é o menor desde abril de 2005.

Apesar de não renovarem suas mínimas, as ações de Brookfield (BISA3, -4,07%, R$ 1,18), Gafisa (GFSA3, -3,66%, R$ 3,16) e PDG Realty (PDGR3, R$ 1,63, -0,61%) também foram destaque negativo nesta quinta-feira.

Fonte: http://dinheiro.br.msn.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...