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15 de junho de 2015

Mercado imobiliário da Flórida mira ricaços brasileiros

Site em português e apartamentos personalizados são algumas estratégias para fisgar clientes.


Com apartamentos custando a partir de US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões), 60% das unidades do Marina Palms Yacht Club & Residences, em Miami, foram vendidas para clientes do Brasil — o piloto de Fórmula Indy Helio Castroneves é um deles.

A estratégia das incorporadoras foi personalizar: criar plantas que satisfaçam as necessidades das famílias brasileiras, explica George Helmstetter, presidente do The DevStar Group, responsável pela construção.

— Nos últimos 12 meses, começamos a ver uma demanda de clientes procurando apartamentos maiores, de três ou quatro dormitórios, para viver em tempo integral. Criamos uma linha de apartamentos com mais espaço e flexibilidade. Eles têm cerca de 260 m², com áreas expansivas para as famílias brasileiras, que costumam ser maiores ou incluir outros membros, como avós ou uma babá, por exemplo.

Ele acrescenta que muitos proprietários planejam estabelecer apenas parte da família na Flórida.

— Também temos visto clientes em que um membro da família continua mantendo negócios no Brasil, mas está estabelecendo uma segunda residência [nos EUA] e geralmente a mãe e as crianças pretendem morar aqui em tempo integral.

A preferência dos brasileiros por imóveis de alto padrão aparece em dados da Miami Association of Realtors (associação de corretores). Em 2014, eles representaram 11% de todos os negócios imobiliários internacionais no sul da Flórida. Enquanto estrangeiros que compram naquela área gastam em média US$ 444 mil (R$ 1,4 milhão) por propriedade, os clientes do Brasil desembolsam cerca de US$ 495 mil (R$ 1,6 milhão).

Partiu Miami! Por que tantos brasileiros estão se mudando para lá?

A corretora Rejane de Paula, da In Miami Properties, vai além e diz que eles são "bem exigentes" e costumam gastar bem mais.

— O público brasileiro foi o que mais comprou imóvel acima de US$ 1 milhão. Imóveis a partir de US$ 500 mil são os que agradam o brasileiro. Muitos deles pagam à vista, mas também há financiamentos com juros em torno de 4% ao ano e dependendo do cliente, tem bancos que cobram 1%.

O mercado imobiliário no sul da Flórida enfrentou uma fase de preços baixos entre 2009 e 2011. Porém, o valor médio das propriedades subiu mais de 100% de lá para cá — de US$ 109 mil para US$ 240 mil. Isso fez uma parte da classe média desistir do negócio e procurar lugares mais baratos, como Orlando, por exemplo, onde o m² chega a custar metade desse valor.

Quem tem dinheiro se preocupa em ter o imóvel ideal, mesmo que custe um pouco mais. Opções para atrair essa fatia do mercado não faltam. Desde 2011, foram lançadas 340 novas torres, colocando no mercado mais de 44 mil unidades no sul da Flórida.

Mesmo com imóveis subindo de preço, há indícios de que ricos do Brasil continuam bastante interessados na região. Dados divulgados pela Miami Realtors em abril, referentes ao tráfego na internet, mostram que brasileiros são os que mais procuram informações sobre propriedades na região.

Divulgação
Um dos grandes lançamentos é o Brickell City Centre. Para atrair compradores do Brasil, o empreendimento tem até site em português. Os preços começam em US$ 600 mil (R$ 1,9 milhão). Localizado na região central da cidade, o complexo inclui um shopping na porta de casa e hotel.

Na parte residencial, há piscina com serviço de bar, spa, academia, biblioteca, além de wi-fi no lobby e nas áreas de lazer. As unidades são entregues com acabamento (incluem até pisos em mármore) e opções de móveis e eletrodomésticos de primeira linha.

As milhares de opções de apartamentos e casas fazem os corretores focarem cada vez mais nos endinheirados da América Latina. Recentemente, Rejane de Paula e a sócia Fabiana Santamaria, da In Miami Properties, estiveram em São Paulo para um evento na Casa Cor.

O momento não podia ser melhor para fisgar clientes. Se antes o negócio era para investir, agora os brasileiros estão despertando mais interesse pela vida nos Estados Unidos.

Fonte: http://noticias.r7.com

26 de março de 2015

Angola: Proposta de Lei do Arrendamento Urbano vai disciplinar actividade

Luanda - O ministro do Urbanismo e Habitação, José Silva, esclareceu nesta quarta-feira, em Luanda, que a proposta de Lei do Arrendamento Urbano visa criar disciplina jurídica do arrendamento de prédios urbanos no país, destinados à habitação, ao exercício de atividade comercial e industrial e profissões liberais, por entidades públicas ou privadas.

Em declarações à imprensa, à margem da 3ª Sessão do Conselho de Ministros, referiu que presentemente o arrendamento urbano é regulado por um decreto de 7 de Março de 1961, subsidiado por dois artigos do código civil.

Para si, isso "denota muito facilmente grande desatualização, que tem criado dificuldade no exercício da figura do arrendamento".

"Com este diploma aprovado vamos poder aumentar a oferta das opções de habitação de arrendamento de escritórios e criar outra dinâmica a nível do próprio mercado imobiliário", exprimiu.

Ressaltou a importância do instrumento, pois o Estado, enquanto entidade envolvida no imobiliário como senhorio, aprestar-se para colocar cada vez mais habitações no mercado.

O Estado, acrescentou, trabalha também na criação de espaço e conforto, para que as entidades privadas ou públicas possam de forma organizada participar neste mercado.

A 3ª Sessão do Conselho de Ministros foi orientada pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

30 de outubro de 2014

Investimento imobiliário estrangeiro ajuda Lisboa a recuperar da crise

Lisboa é a cidade da moda. A capital portuguesa ganhou direito a ser notícia na comunicação social estrangeira, sendo referenciada constantemente como cidade acolhedora, simpática, bonita, barata e… ideal para quem quer investir, nomeadamente no setor imobiliário. Desta fez foi o conceituado Financial Times (FT) a dedicar um extenso artigo a Lisboa. No mesmo refere-se que a cidade está a recuperar da crise graças ao investimento estrangeiro.   

“Comprar na cauda de um mercado que está em crescimento é a aspiração de qualquer investidor. Enquanto Portugal começa a sair da crise financeira dos últimos sete anos, alguns investidores consideram que a compra de imóveis em Lisboa é uma forma de realizar essa ambição”, lê-se no artigo, assinado por Trish Lorenz.

Segundo a publicação, que se apoia em números do Governo, o preço da habitação em Portugal aumentou 5,9% no segundo trimestre. E a especulação internacional no mercado imobiliário português está a crescer de forma rápida. Dados da consultora Jones Lang LaSalle concluem que o investimento estrangeiro no imobiliário nacional aumentou de 45% em 2012 para 70% em 2013. 

Um dos exemplos mencionados é a aposta na reabilitação urbana no centro da cidade, nomeadamente no Príncipe Real. Anthony Lanier, fundador da empresa de revitalização urbana EastBanc, com sede nos EUA, adiantou que a companhia já investiu 50 milhões de euros na aquisição de 20 imóveis nesta zona – uma das mais centrais da capital. 

O primeiro projeto residencial da empresa abrirá em novembro. Vai chamar-se Palácio Faria e terá seis apartamentos que terão entre 250 e 400 metros quadrados (m2). Segundo a publicação, os imóveis vão custar mais que 1.5 milhões de euros. “Em Lisboa, os preços ainda são muito favoráveis. É possível comprar em localizações ‘prime’, o que não acontece noutras capitas europeias”, disse Lanier.

Uma opinião, de resto, partilhada por Luis Infante da Câmara, sócio da Lucas Fox, que é especializada no imobiliário espanhol, mas está agora a apostar no mercado português: “Conseguem-se encontrar imóveis que custa cerca de 3.000 euros por m2 em localizações ‘prime’, têm é de ser reabilitados. Por 5.000 euros por m2 é possível encontrar imóveis com muita qualidade nestas zonas”. 

O FT enaltece o facto de haver muitos investidores estrangeiros interessados no imobiliário português por causa dos benefícios existentes ao abrigo de dois mecanismos recentemente criados pelo Governo: o Programa de Autorização de Residência para Investimento (Vistos Gold/Golden Visa) e o Regime Fiscal para os Residentes Não Habituais. O primeiro atrai cidadãos extra-comunitários, que comprem imóveis superiores a 500.000 euros – sobretudo chineses, angolanos, russos e chineses –, e o segundo europeus, sobretudo franceses e ingleses.

Fonte: http://www.idealista.pt

2 de junho de 2014

Incertezas para 2015 instigam fortunas ao exterior

As incertezas quanto à condução da economia no próximo governo têm deixado os detentores de grandes fortunas preocupados e elevado o interesse por estratégias de investimento no exterior. Essa busca, que alguns administradores e gestores de fortunas garantem ser uma alternativa de diversificação, está sendo canalizada basicamente para o mercado de ações norte-americano e o setor imobiliário. Gestores lembram que esse investidor que diversifica lá fora tem perfil mais agressivo e assimila a ideia de que parte de seu patrimônio possa estar em outra moeda.
Embora não existam números oficiais sobre os volumes que são direcionados ao exterior, especialistas afirmam que esse movimento foi mais intenso no ano passado, impulsionado pela deterioração econômica, depreciação do real frente ao dólar e pela consolidação das regras que permitem a aplicação de recursos no exterior por fundos constituídos localmente. Mas este ano, esta alternativa ganhou contorno político por conta dos desafios que o próximo presidente terá de enfrentar.
"Existe um receio no mercado sobre como será conduzida a política monetária e fiscal no próximo governo, independente de quem saia vitorioso do pleito", justifica o diretor de Private Banking do Itaú, Luiz Severiano. "Em todos os nossos cenários (para o resultado das eleições presidenciais) achamos que o próximo presidente tem desafios enormes, como combater a inflação alta diante a um reajuste esperado dos combustíveis e da energia de elétrica, por exemplo. Estamos frente à uma equação difícil, são dilemas que o próximo governo vai ter de endereçar e que causam insegurança", acrescenta ele.
Severiano lembra ainda de fatores adversos à administração local que afetam diretamente a preservação dos patrimônios, como a política monetária norte-americana, que altera os fluxos para mercados emergentes com consequências diretas no valor de suas respectivas moedas em relação ao dólar. "Em 2013, a quantidade de recursos investidos no exterior foi duas vezes maior do que o investido em 2012 e este ano, deve ficar parecido com 2013", afirma o executivo, sem citar os números. "O cliente é emocional e quanto maior é a valorização do dólar, maior é a procura por investimento lá fora", acrescenta. A área de private banking do Itaú tem mais de R$ 200 milhões sob sua administração e trabalha com investimentos a partir de R$ 3 milhões.
O sócio de uma butique de investimento acrescenta que a baixa credibilidade do atual governo prejudica as expectativas em relação à capacidade de defesa da economia em um próximo mandato do atual governo, que se mantém na liderança das pesquisas eleitorais. Para ele, esse é o principal motivo do interesse das grandes fortunas em investir no exterior. "A lição de casa não foi feita, enquanto a mensagem era de que estava sendo feita. Por isso, não deixa de passar pela cabeça do brasileiro que poderá haver deterioração maior da economia", diz. "O público de alta renda está buscando defender seu patrimônio, porque 2013 foi terrível para quem tinha renda fixa e na renda variável, o mercado foi uma tristeza. Foi um consumo de capital absurdo", acrescentou.
Facilidade
O responsável de Private Wealth Management do Goldman Sachs no Brasil, Fernando Vallada, diz que, embora haja cautela com o cenário macroecômico, não existe êxodo, tampouco histeria e a busca por investir no exterior está relacionada à diversificação e à facilidade criada com a instrução CVM 465, que permite a aplicação de recursos de fundos no exterior. Segundo Vallada, os investidores estão de fato cautelosos "com as assimetrias dentro do mercado financeiro" e, "de forma lógica" buscam proteger seu patrimônio capturando oportunidades em outros mercados. "Quanto maior o patrimônio, maior atenção se dá à diversificação", afirma.
O executivo explica que a oscilação do dólar em contrapartida ao alto rendimento oferecido pelo título público, com a Selic a 11%, deixa o custo de carregamento muito alto. "A não ser que haja um nível de desconforto muito grande, não faz sentido migrar o recurso para o exterior por um prazo curto. Não vejo nenhum tipo de fluxo desse tipo, vejo apenas em função de uma preocupação com diversificação", explica.
De acordo com Vallada, os detentores de grandes fortunas direcionam entre 15% a 20% de seus recursos para o exterior, por meio de fundos. A diversificação em ações é o que mais chama a atenção e tem criado oportunidades, diz o executivo do Goldman. Mas ele diz que a casa tem recomendado alguns setores dentro da bolsa norte-americana onde vê melhor oportunidade de retorno como tecnologia, pelo dinamismo, e financeiro, um segmento que ainda se recupera da crise de 2008. O Goldman Sachs administra recursos a partir de R$ 20 milhões e não informa quanto tem sob administração na área de Private Wealth.
Responsável pela gestão dos Fundos Restritos e Estruturados do Private Banking da CSHG, Sylvio Castro, concorda que há uma preocupação natural com o andamento da economia local, mas que os movimentos atuais nos portfólios estão relacionados à necessidade de diversificação. O executivo diz que mundialmente os detentores de grandes fortunas aplicam a maior parte de seus recursos no próprio país e que aqui não é diferente, mas que isso concentra excessivamente os riscos para estes investidores. Castro explica ainda que normalmente a maior parte do patrimônio é gerido com a ideia de preservar valor e que paralelamente são oferecidas ao investidor estratégias táticas, ou seja, com maior potencial de retorno.
"Taticamente, temos recomendado aos clientes capturar oportunidades relacionadas a uma possível queda do real frente ao dólar, na qual acreditamos, investindo lá fora", disse Castro. Ele considera que o investimento em bolsas internacionais atende a estratégia de preservação do patrimônio, que ele chama de estrutural, mas especificamente o mercado acionário europeu, japonês e de alguns países asiáticos que são compradores de commodities oferecem oportunidades do ponto de vista tático. A CSHG possui R$ 65 bilhões em recursos administrados em sua base local de clientes private, que possuem investimento mínimo de R$ 5 milhões na instituição.
O mercado imobiliário norte-americano é bastante procurado pelos detentores de fortunas, de acordo com o executivo da butique de investimento. Segundo ele, esse público conhece o mercado imobiliário brasileiro, considera que os ativos estão caros e não veem porque investir nos imóveis comerciais, devido à atual elevada vacância nesse segmento. "Nos Estados Unidos, em contrapartida, o setor imobiliário vive um momento de recuperação interessante. Em Miami, está em andamento um projeto de revitalização de US$ 10 bilhões a ser concluído em 2020, envolvendo vários empreendimentos imobiliários e de logística que tem atraído que já estão em uma segunda fase de seus investimentos lá fora", conclui o especialista.

Fonte: http://atarde.uol.com.br

20 de maio de 2014

Mais turbulência? Crises pós-Copa do Mundo são mais normais do que se imagina

A Copa do Mundo está cada vez mais perto de começar e, junto com ela, os ânimos de torcedores das mais diversas seleções aumenta. O evento esportivo mais acompanhado do planeta pode também deixar sequelas doídas no mercado. É o que aponta reportagem feita pela CNBC e pelo jornal The Guardian. Conforme aponta o economista Dario Perkins, da Lombard Street Research, há uma coincidência entre os contratempos do mercado e o maior evento futebolístico do mundo. A competição, por exemplo, teve início em 1930, o primeiro ano completo da Grande Depressão. Mais recentemente, coincidiu com a recessão dos Estados Unidos em 1990 e um colapso do mercado de títulos, que começou em terra norte-americana e se espalhou em todos os mercados desenvolvidos em 1994. Somam-se a isso a crise financeira asiática e o colapso do hedge fund sediado em Connecticut chamado Long Term Capital Management (LTCM) em 1998, além do crash do mercado imobiliário dos Estados Unidos em 2006 e do início da crise da Zona do Euro em 2010. Isto sem contar a crise no mercado de títulos em 1994 e em 1998, após a moratória da Rússia naquele último ano e que também afetou o Brasil. "As coincidências me fizeram pensar. O que poderia dar errado desta vez? Baseado em episódios passados, devemos começar a olhar para as bolhas", disse Perkins à CNBC.

Evidências de risco pós-Copa

E uma dessas potenciais bolhas é o Abenomics, nome dado para o plano de recuperação econômica feito pelo primeiro ministro japonês Shinzo Abe. "O afrouxamento monetário agressivo no Japão provocou uma grande valorização do Nikkei e uma queda na cotação do iene, na expectativa de que as autoridades japonesas poderiam acabar com a deflação e levar a um trajeto mais positivo para o crescimento no médio prazo. Mas estas políticas podem estar perdendo força", aponta. Outro fator de preocupação é a lenta recuperação econômica dos Estados Unidos, ressaltando que as dúvidas permanecem sobre se a recuperação ganhará força. Perkins acredita que sim, mas ainda vê resistência do mercado imobiliário. "Poderíamos ficar com uma economia estagnada e uma sensação de vertigem nos mercados de ações", acrescentou.
Por último, mas não menos importante, está a posição um pouco mais precária da China, com a desaceleração persistente da economia e problemas no setor financeiro. Dificuldades também cercam o setor imobiliário, um dos pilares da segunda maior economia do mundo, com os preços dos imóveis caindo acentuadamente em algumas regiões como resultado do excesso de oferta. E estes são apenas os riscos que se podem identificar, aponta Perkins, havendo também os desconhecidos. "Por exemplo, ninguém sabe realmente o que vai acontecer na Ucrânia", disse ele, avaliando que há muitos desfechos em potencial e que, mesmo se não haja uma 3ª Guerra Mundial, as consequências podem ser negativas. "O sistema financeiro global pode ser mais frágil do que gostaríamos de acreditar", avalia.

Casos para "tranquilizar" o mercado

Porém, deve-se notar que a correlação não é exatamente perfeita. A "bolha ponto com" acabou no momento em que a Copa do Mundo foi realizada no Japão em 2002 e a forte queda do mercado de ações de 1987 aconteceu um ano depois do torneio organizado pelo México em 1986 e vencido pela Argentina. Mesmo assim, os paralelos estão perto o suficiente para refletir sobre o que poderia dar errado em 2014. No momento, isso não é visto como remotamente possível. Os mercados de ações estão em alta; os rendimentos de títulos estão baixos, enquanto a falta de volatilidade sugere que não há riscos muito grandes por vir. Mas é quando os agentes do mercado estão despreocupados com o futuro que as coisas podem dar errado, aponta o economista.

Fonte: http://www.amanha.com.br

19 de maio de 2014

Banco de Inglaterra considera subida dos preços no imobiliário o maior perigo para a economia britânica

A média de preços de compra de habitação no Reino Unido está no valor mais alto de sempre e registou a maior subida desde 2002. O governador, Mark Carney, pede uma redução do programa de incentivo à compra de casa.
Apesar de estarem no mesmo continente, as preocupações da União Europeia e de Inglaterra são diferentes. Os 28 receiam a deflação. O Reino Unido tem medo da valorização excessiva dos preços no mercado imobiliário.

A preocupação britânica foi expressada pelo governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney (na foto), no domingo, 18 de Maio. "O maior risco para a estabilidade financeira e para a continuidade do crescimento económico está centrado no mercado imobiliário", referiu em entrevista à "Sky News".

A média de preços para compra de habitação está no valor mais alto de sempre e registou, em Maio, a maior subida desde 2002 (3,6%).

O governador especificou que "podem ser tomadas medidas para controlar os excessos, se tal for necessário: poderemos impor maior controlo na capacidade de hipoteca, limitar os tipos de empréstimos ou sugerir ao Governo que restrinja o programa 'Help to Buy'", indicou à mesma fonte.

O programa governamental "Help to Buy" consiste no incentivo à compra da primeira ou de uma nova casa em Inglaterra. O vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, mostrou disponibilidade para "reduzir o programa se o governador alertasse para tal", referiu em entrevista à BBC.

O chefe de Governo, David Cameron, referiu à "Sky News" que é "fundamental construir mais casas, o que está a ser estimulado pelo Executivo".

Do lado da oposição, o porta-voz do Partido Trabalhista para a área do Tesouro, Ed Balls, indicou que o Governo deve incentivar a construção no mercado imobiliário mas também reduzir o número de casas que podem ser adquiridas através do programa de incentivo governamental. O porta-voz alertou mesmo que "a não ser que o Governo actue", o Banco de Inglaterra será forçado a subir, prematuramente, as taxas de juro, referiu em declaração, citado pela Bloomberg.

As declarações de Mark Carney foram feitas a quatro semanas da reunião mensal, de Junho, do Comité de Política Financeira do Banco de Inglaterra.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt

21 de março de 2014

Gigante imobiliário chega ao Brasil com investimento em setor corporativo


A empresa Coldwell Banker Commercial, líder mundial no setor de serviços imobiliários corporativos, anunciou nesta sexta-feira que desembarca no Brasil com um investimento programado de R$17 milhões para os próximos três anos.

A chegada da companhia é fruto da associação entre a gigante americana e o grupo Brasilinvest, coincide com a expansão do mercado imobiliário brasileiro.

'Era algo natural para nós desenvolver a Coldwell Banker Commercial no Brasil. Quando olhamos para o Brasil olhamos para um dos maiores mercados do mundo, especialmente em São Paulo', afirmou à Agência Efe o vice-presidente mundial da Coldwell Banker, J. Peter Turtzo.

A expectativa da companhia é criar 250 escritórios em vários pontos do país nos próximos 24 meses, centradas exclusivamente no mercado comercial.

De acordo com Fernando Garnero, presidente do Grupo Garnero, matriz da Brasilinvest, a chegada da Coldwell Banker Commercial criará cerca de 400 postos de trabalho de maneira direta em todo o país.

'A Brasilinvest possui grande experiência na questão imobiliária: desde o início da operação, o processo de aprovação, a concepção, a construção com financiamento e as vendas, onde estamos entrando agora. É a primeira vez que entramos no campo das vendas', explicou Garnero.

O objetivo da companhia é gerar um volume de transações de R$3 milhões até 2017.

Presente em 28 países, a Coldwell Banker Commercial conta com um faturamento anual de US$6,8 bilhões e US$15 milhões de transações anuais, segundo dados divulgados pela própria companhia. EFE

Fonte: http://noticias.br.msn.com

2 de janeiro de 2014

NY abrirá de olho de dados do mercado imobiliário

NOVA YORK - As bolsas americanas devem abrir estáveis com baixo volume de negociação em outra semana curta, com os mercados fechados na quarta-feira, 1º de janeiro de 2014, devido ao feriado de Ano Novo. No penúltimo dia de negociação no ano, dados do mercado imobiliário devem concentrar atenção. Às 12h15 (pelo horário de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,02%, o Nasdaq perdia 0,13% e o S&P 500 perdia 0,01%.

Após uma semana vazia de indicadores, a expectativa deve se concentrar na divulgação das vendas pendentes de imóveis residenciais em novembro prevista para as 13 horas. Economistas ouvidos pela Dow Jones estão prevendo alta de 1% após a queda de 0,6% em outubro. Se a previsão se concretizar, a alta virá após cinco meses de declínios. Na sequência, o Fed de Dallas divulga o índice de atividade das empresas em dezembro.

"O resultado destes dados pode fornecer sinais aos participantes do mercado que se esforçam para encontrar alguma direção, mas considerando que 2013 tem sido um ano abundante para o mercado de ações em geral, parece que se a perspectiva para 2014 não for tão positiva os sinais já estão a caminho", avaliam analistas do Monex Capital Markets.

As bolsas caminham para fechar o ano em alta, mas os investidores estão nervosos em relação ao que esperar de 2014, após o desempenho surpreendente do mercado de ações este ano. No noticiário corporativo, a ação do Twitter certamente entrará no foco após ter registrado queda de 13% na sexta-feira, fechando a US$ 63,75, a maior queda em um dia desde a abertura de capital. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: http://economia.estadao.com.br
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