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19 de fevereiro de 2016

Preço médio dos aluguéis novos e do metro quadradro cai no Brasil


Em alta por muitos anos e importante termômetro do crescimento, o mercado imobiliário sofre com a crise econômica que afeta o país.

No ano passado, o número de vendas de imóveis caiu 15,1% no Brasil, segundo os dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o preço médio do metro quadrado e dos aluguéis de contratos novos caiu. Em São Paulo, por exemplo, o preço médio do aluguel "novo" baixou 12,7% nos últimos 12 meses contados até janeiro (em termos reais: considerada a inflação medida pelo IGP-M. Sem levar em conta a inflação, a queda foi de 3,2%, dado do Secovi).

Em relação a 2014, o número de unidades lançadas foi 19,3% menor.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br

25 de março de 2015

Vendas de imóveis usados e locação em residencial em SP tiveram janeiro de alta

O ano começou com resultados positivos em dois segmentos importantes do mercado imobiliário paulista, o de imóveis usados e o de locação residencial. Comparadas a dezembro último, as vendas em janeiro cresceram 3,7% e a locação de casas e apartamentos aumentou 29,69% nas 37 cidades pesquisadas mensalmente pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

O bom desempenho das vendas e da locação se refletiu no Índice Creci-SP, que mede o comportamento dos preços dos imóveis usados e dos aluguéis residenciais. O índice registrou aumento de 1,04% em janeiro sobre dezembro. Em 12 meses até janeiro, porém, o Índice Creci-SP está negativo em 4,17%.

O crescimento das vendas em janeiro deste ano foi menor que o registrado em janeiro de 2014, de 9,4% sobre dezembro de 2013, mas maior que a tímida alta de 0,96% de janeiro de 2013 sobre dezembro de 2012.

- O importante é que este é o terceiro ano consecutivo em que há crescimento e não recuo das vendas em um mês tradicionalmente fraco e de baixa expectativa de negócios - afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

Já o mercado de locação não trouxe surpresas.

- Janeiro é o mês em que tradicionalmente muitas famílias se mudam por causa da troca de escola dos filhos ou de emprego e da chegada às cidades com grandes universidades e faculdades dos jovens aprovados nos vestibulares, o que cria uma demanda extra - assinala Viana Neto.

No mês em questão do ano passado, o crescimento no número de locações foi de 28,48% sobre dezembro de 2013. E em janeiro de 2013 houve alta de 16,41% em relação a dezembro de 2012.

O crescimento das vendas em janeiro deste ano foi puxado por duas das quatro regiões que compõem a pesquisa estadual do Creci de São Paulo. No Litoral, a alta foi de 55,82% em relação a dezembro. Nas cidades de Santo Andre, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco, o aumento foi de 14,43%. Houve queda na Capital, de 10,24%, e no Interior, de 27,17%.

A locação de casas e apartamentos cresceu em janeiro nas quatro regiões componentes da pesquisa Creci-SP: 45,31% na Capital; 24,63% no Interior; 25,36% no Litoral; e 9,06% nas cidades da região do A, B, C, D mais Guarulhos e Osasco. 



Financiamento lidera vendas - As 1.183 imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP venderam 64,98% dos imóveis usados em janeiro por meio de financiamento bancário, sendo a Caixa Econômica Federal (CEF) responsável por 60,14% desse total. As vendas à vista somaram 30,88% e as financiadas diretamente pelos proprietários, 3,92%. Os consórcios continuam tendo participação minoritária nesse mercado - ela foi de 0,23% em janeiro.

Dos imóveis vendidos em janeiro, 52,07% eram apartamentos e 47,93% eram casas. Para vendê-los, os proprietários concederam descontos de 5,07% sobre os preços inicialmente pedidos para as propriedades situadas em bairros de regiões periféricas; de 6,91% para os de bairros de regiões centrais; e de 6,96% para os de áreas nobres. 

Os imóveis usados de até R$ 300 mil foram os mais vendidos no Estado em janeiro, com 58,76% do total de negócios fechados nas imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP. Na divisão das vendas por faixas de valor, predominaram os imóveis de até R$ 4 mil o metro quadrado, com 64,99% do total.

Casas e apartamentos com até R$ 1 mil de aluguel mensal foram os mais alugados em janeiro no Estado de São Paulo, com 56,16% das novas locações contratadas nas 37 cidades pesquisadas pelo Creci-SP. As casas somaram 53,85% do total e os apartamentos, 46,15%.

As mesmas imobiliárias que alugaram esses imóveis receberam de volta outros 1.527, o equivalente a 71,75% do total de novas locações de janeiro. Os donos dessas casas e apartamentos concederam aos novos inquilinos descontos variáveis sobre os aluguéis inicialmente pedidos. Esses descontos foram em média de 7,9% nos imóveis de áreas nobres, de 8,1% nos de bairros periféricos e de 9,88% nas áreas centrais. A preferência dos proprietários foi pelo fiador como meio de se garantirem em caso de inadimplência dos inquilinos - 60,62% deles optaram por essa forma de fiança.

A segunda modalidade de fiança mais adotada em janeiro foi o depósito de três meses do aluguel, presente em 18,75% dos contratos, seguida pelo seguro de fiança, com 13,49%. Outros 6,58% optaram pela caução de imóveis e 0,56% não exigiriam nenhuma forma de garantia para a locação.

A inadimplência nas imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP aumentou 3,9% em janeiro. Ela era de 2,82% dos contratos em vigor em dezembro e passou a 2,93 em janeiro deste ano. A comparação direta dos aluguéis médios de janeiro deste ano com janeiro do ano passado mostra que eles estão menores este ano no conjunto do estado. A redução é de 4,62% no aluguel de imóveis situados em bairros de áreas nobres das cidades pesquisadas pelo Creci-SP - o valor baixou de R$ 2.263,27 em janeiro de 2014 para R$ 2.158,58 em janeiro último.

No caso dos imóveis situados em bairros da área central das cidades, a queda no aluguel médio foi de 3,94%, com o valor caindo de R$ 1.178,43 para R$ 1.131,96. Nos bairros de periferia, a queda do aluguel foi menor, de 1,96% - o valor passou de R$ 884,93 em janeiro de 2014 para R$ 867,54 este ano.

Os aluguéis residenciais no Estado de São Paulo em janeiro variaram conforme a região e a localização dos imóveis, segundo apurou a pesquisa feita pelo Creci-SP com 1.183 imobiliárias de 37 cidades: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

24 de março de 2015

Parque Doman, em Ponta Grosssa, vende 70% dos lotes


Com a previsão de entrega das primeiras unidades no segundo semestre de 2016, o Parque Doman, que está sendo construído em Ponta Grossa pela a Paysage Empreendimentos, líder em urbanização e incorporação no Sul do Brasil, já pode ser considerado um case de sucesso em vendas. A primeira etapa do condomínio fechado Ancore, o primeiro dos três a serem implantados no empreendimento, totaliza um VGV (Volume Geral de Vendas) na ordem de R$ 20 milhões, contando com mais de 70% das unidades comercializadas em menos de 60 dias.

“Isso significa uma ótima velocidade de vendas e comprova a adequação do produto a esta tendência de demanda imobiliária na cidade”, destaca o diretor comercial e de marketing da Paysage Empreendimentos, Henrique Penteado Teixeira. Segundo ele, o Parque Doman, localizado na Avenida Siqueira Campos, inaugurou um novo perfil de condomínio fechado em Ponta Grossa, com lotes de 200 metros, e infraestrutura de lazer e segurança completas, de alto padrão. “São terrenos com preços atrativos a futuros moradores e investidores, que oferecem diferenciais de qualidade de vida e infraestrutura urbana, equiparados aos melhores empreendimentos da cidade. Além disto, tem grande potencial de valorização”, completa o executivo.

Dados históricos do mercado imobiliário apontam que complexos imobiliários deste tipo chegam a ter uma valorização de 20% a 30% superior a media de mercado, pois além de planejados, oferecem uma combinação de área residencial e comercial, que facilita a vida dos moradores. “Isso sem falar na estrutura viária da cidade que permeia o empreendimento, garantindo ótima acessibilidade, com avenidas que ligam o empreendimento aos principais eixos da cidade”, destaca Teixeira.

23 de março de 2015

João Pessoa é uma das 10 melhores para investir em imóveis, diz pesquisa

João Pessoa é uma das dez cidades com menos de 1 milhão de habitantes que são ideais para o investimento no mercado imobiliário, diz um estudo desenvolvido pela Prospecta Inteligência Imobiliária. A pesquisa revelou os 100 melhores mercados nas cidades com este perfil lista e a lista inclui municípios de vários estados e outras duas capitais nordestinas estão, junto com João Pessoa, entre os dez primeiros lugares: Natal e Maceió.
O P2i-Lead, resultado do estudo, analisou 94% das cidades brasileiras para destacar quais são as regiões em crescimento e que representam oportunidades imediatas de investimento. Para a pesquisa foram avaliados cinco critérios: potencial para investir em imóveis de alto padrão, médio padrão e baixo padrão, bem como déficit habitacional e quantidade média de salários mínimos da população.
Para Klaudia Sabino, gerente de marketing de construtora, João Pessoa vive um momento diferente de outras grandes cidades que já passaram por uma expansão no setor imobiliário. Em função disso, a capital paraibana torna-se uma opção interessante para pessoas de outros estados e países. “Uma das características de João Pessoa é que aqueles que visitam desejam voltar para investir na cidade”, destaca a especialista.
De acordo com João Pina Ferreira, diretor da construtora responsável pela construção de um dos edifícios de alto padrão na orla de João Pessoa, essa pesquisa reforça o potencial da cidade. “É a confirmação de que o mercado já vem demonstrando que tende a melhorar. Os nossos preços ainda estão muito abaixo do que se pratica em outras cidades”, afirma.
Segundo ele, as construtoras paraibanas têm investido em qualidade na construção civil, com diferenciais de alta tecnologia e sustentabilidade. João Pina Ferreira explica que o prédio de alto padrão que sua construtora está erguendo na orla oferece recursos de reaproveitamento da água da chuva, bem como aquecimento da água de consumo através de painéis solares. O empreendimento também possui isolamento acústico nas paredes, pisos e esquadrias, e automação residencial, além do serviço de pay-per-use, onde o morador só paga por aquilo que consumir.

Infraestrutura e qualidade de vida atraem
O preço do metro quadrado ainda é considerado baixo em comparação com outras capitais. Junto a ela, as belezas naturais, aliados à possibilidade de viver em uma cidade que ofereça a infraestrutura de uma capital e a qualidade de vida de uma cidade litorânea, são razões apontadas pelos especialistas que tornam João Pessoa uma cidade atrativa para novos moradores e investimentos.
Para os especialistas, o baixo índice de verticalização da capital em bairros de praia é um sinal de que o mercado de construção imobiliária ainda tem uma alto potencial de expansão. “Temos ainda muita oferta de terrenos e casas que darão lugar, no futuro, a um número maior de habitações. Apesar do valor das áreas ter aumentado nos últimos anos, ainda temos essa grande oferta de espaço para crescimento”, aponta Kátia Lucco, consultora imobiliária.

Locação
O crescimento industrial na região dos últimos anos também refletiu de forma positiva no mercado imobiliário e aumentou a demanda por imóveis, especialmente para locação. Para a consultora imobiliária, como os executivos e colaboradores dessas novas empresas passam por um momento de adaptação, é natural que a preferência inicial seja pelo aluguel do que pela compra.
Para Kátia, o mercado vive um momento positivo para quem deseja adquirir imóveis como investimento. “Pela lei da oferta e da procura, percebe-se hoje que João Pessoa está necessitando de um número maior de imóveis para locação. Vejo essa opção para investidores: imóveis para suprir essa demanda”, finaliza.

24 de março de 2014

Preços dos imóveis não vão cair após a Copa do Mundo na Bahia

A Ademi-Bahia passa a ser comandada esta semana pelo engenheiro Luciano Muricy, que aposta no crescimento no número de lançamentos e no aumento de preços dos imóveis após o mundial de futebol.


A maior entidade do setor imobiliário da Bahia trocará de comando esta semana. Após oito anos sob a batuta de Nilson Sarti, engenheiro civil e diretor de Akasa Incorporadora, a Associação das Empresas Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-Bahia) ficará sob responsabilidade de Luciano Muricy Fontes, a partir da próxima sexta-feira (28), pelos próximos dois anos. 

Formado em Engenharia Civil há 30 anos, Fontes assume a presidência após anos difíceis onde houve redução no número de lançamentos de novos empreendimentos. Para 2014, ele estima o lançamento de 6 mil novas unidades. Em 2013, foram 3,3 mil.

Apostando na recuperação do setor, ele acredita que - ao contrário das especulações - não haverá uma queda no valor dos imóveis após a Copa do Mundo. “Devido ao pequeno número de unidades novas lançadas no mercado nos últimos dois anos, o número de unidades ofertadas diminuiu consideravelmente, sendo que, em alguns bairros, praticamente já não há unidades à venda e isso vai pressionar os preços para cima. É a lei da oferta e procura”, aposta. 

Graduado pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, Luciano tem especialização em Gestão Empresarial e já participou da construção de mais de 5 mil unidades habitacionais. O engenheiro já atua há 25 anos no mercado imobiliário da Bahia e já participou de grandes obras de infraestrutura, como saneamento e  barragens.

Casado há 28 anos, Luciano tem dois filhos, também engenheiros. Diretor da Metrus Empreendimentos Ltda. desde a sua fundação, em 1996, Muricy já participa da diretoria da Ademi-Bahia há dez anos. Atualmente, é o 1º vice-presidente e já foi diretor técnico. 

O senhor assume a Ademi- Bahia após uma longa gestão de Nilson Sarti (2010-2014). Quais os pontos da gestão dele que pretende manter?
A gestão que ora se encerra foi marcada por dois temas: a Sustentabilidade e a Interiorização da atuação da Ademi-BA. Dada à importância de ambos, vão continuar ocupando posição de destaque em minha gestão.

Quais ações pretende fazer diferente na sua gestão?
Não se trata de fazer diferente. Nosso setor é muito dinâmico e as demandas são diferentes a cada ciclo. Tenho vivenciado isso ao longo do tempo de atuação na entidade. Agora mesmo estamos vivendo o início da elaboração de um novo PDDU pela Prefeitura de Salvador e é papel da entidade colaborar nesse processo de forma proativa em face da experiência que detêm seus associados, então estaremos prontos para desempenhar este papel.

Nos últimos anos, os empresários de Salvador têm reclamado da insegurança jurídica, o que impactou diretamente na quantidade de lançamentos de novos empreendimentos. Como isso pode ser resolvido?
Realmente, vivemos momentos difíceis devido à judicialização de Lous e PDDU desde 2012. A solução passa exatamente pela construção de um novo PDDU com a participação de todos os entes da sociedade. E devemos debater qual cidade queremos para nós, nossos filhos e netos. Penso que temos muito a avançar. Salvador, ao longo do tempo, veio perdendo importância no cenário nacional, seja economicamente e até mesmo culturalmente. Não é mais possível que locais belíssimos de nossa capital estejam ocupados por ruínas e subutilizados, enquanto a cidade carece de novas áreas para sua expansão. Sempre nos destacamos pela ousadia e temos arquitetos mundialmente reconhecidos, capazes de pensar uma cidade moderna, sem perder o seu charme inconfundível.

O mercado de Salvador passou por um boom nos últimos anos e em 2013 estabilizou. Como acredita que será 2014?
Os lançamentos voltam a acontecer conforme já falei antes e, consequentemente, este ano haverá um maior número de unidades vendidas, cerca de 10% a mais do que no ano passado.

Especula-se que, após a Copa do Mundo, haverá uma queda no valor dos imóveis em função da grande quantidade de empreendimentos que ficarão prontos no segundo semestre. Esse é o comportamento esperado?
Categoricamente não. Nossa cidade tem um preço baixo de metro quadrado na venda de imóveis. Para se ter uma ideia, o índice Fipe-ZAP, que monitora o preço de imóveis em 16 cidades no Brasil, aponta Salvador na 13ª posição. Por outro lado, nossos custos de construção são dos mais caros do país, devido ao baixo índice de produtividade de nossa mão de obra, o que leva à conclusão óbvia de que as margens de lucro em nosso mercado são muito pequenas. Portanto, não há a menor possibilidade de queda nos preços. Ao contrário, devido ao pequeno número de unidades novas lançadas no mercado nos últimos dois anos, o número de unidades ofertadas diminuiu consideravelmente, sendo que, em alguns bairros, praticamente já não há unidades à venda e isso vai pressionar os preços para cima. É a lei da oferta e procura. 

Qual a previsão de novos lançamentos para o ano de 2014 e em 2015 em Salvador? E na Bahia?
O mercado começa a se recuperar depois de dois anos de quase paralisia. Acredito que em 2014 teremos pouco mais de 6 mil novas unidades lançadas e, no ano seguinte, 20% a mais.

Ano passado, o Salão de Negócios Imobiliários da Ademi, uma das mais importantes do estado, não foi realizado pelo número baixo de lançamentos.  Este ano vai acontecer? Quando? Com quantos imóveis à venda?
Realmente, o ambiente de negócios em nossa cidade não permitiu a realização do Salão no ano passado. Estamos monitorando o mercado e verificando a possibilidade de que aconteça este ano. Faremos todos os esforços para tal, pois, inegavelmente, o salão é um evento da maior importância para o mercado.

Hoje em Salvador há poucos terrenos para construção de unidades habitacionais de chamado interesse social e para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV)? Como isso pode ser solucionado? Qual a alternativa para viabilizar?
A solução sem qualquer dúvida é o investimento dos poderes públicos em infraestrutura. A urbanização de áreas hoje carentes é que possibilitará a viabilidade da construção de unidades do MCMV em Salvador em maior número. Na situação atual, a  maioria dos terrenos que dispõem 
de infraestrutura tem valor incompatível com o programa.

É por esse motivo que a maioria dos empreendimentos do MCMV está indo para a Região Metropolitana?
Exatamente por este motivo. Nessa região há disponibilidade de áreas com valor compatível com o MCMV.

Qual o déficit habitacional na Bahia atualmente? Em quanto tempo?
Estima-se em 600 mil unidades residenciais o déficit, sendo que mais de 90% são de imóveis de interesse social, e somente será resolvido com subsídios, como os concedidos pelo MCMV. Penso que este programa deveria ter um caráter duradouro e não apenas ser um programa de governo. Nesse sentido, há um projeto de lei tramitando no Congresso que assegura recursos do orçamento da União à construção de moradias para a população de baixa renda. Seria bom que fosse aprovada.

Qual o melhor de se investir na Bahia?
Sem dúvida, os preços atuais que estão convidativos. É o momento para investimento pois os preços não vão ficar nesse patamar por muito tempo.

Qual o pior de se investir na Bahia?
A insegurança jurídica. Isso prejudica o ambiente de negócios e afugenta o investidor. Salvador tem poucos terrenos para novos projetos de grande porte.

Qual a alternativa do mercado para resolver essa situação? Há outros vetores de crescimento?
Somente o investimento público em infraestrutura pode resolver essa questão. Mobilidade, saneamento, energia elétrica chegando a regiões carentes farão com que a ocupação da cidade caminhe na direção da BR-324 e subúrbio ferroviário, por exemplo, onde existem áreas disponíveis.

Qual tipo de empreendimento tem mais espaço em Salvador: alto padrão ou popular?
Temos demanda para todos os tipos de empreendimentos.

Dentro de Salvador, quais as regiões que devem receber novos projetos?
No curto prazo, a Paralela é a que tem o maior estoque de terrenos vazios. Mas, 
com a definição do novo PDDU, espero que novas áreas como a orla atlântica sejam destino de novos empreendimentos.

Grandes obras de mobilidade que estão sendo desenvolvidas podem criar novos vetores de crescimento imobiliário em Salvador e também valorizar os imóveis já construídos?
Com certeza, a qualidade de vida gerada com essas obras valoriza os imóveis de uma região e cria vetores de crescimento.

Como você avalia a qualidade de mão de obra na Bahia? Isso realmente impacta na produção?
A produtividade de nossa mão de obra é muito baixa e a categoria tem salários acima da média nacional, o que impacta negativamente nos custos de produção. A equação perversa se completa com os baixos preços de venda. Penso que, cada vez mais, as empresas devem investir na racionalização de seus processos construtivos e na capacitação de seus funcionários, de modo a minimizar esse impacto.

Muitos empreendedores reclamam da dificuldade de comprar materiais, produtos tecnológicos e até elevadores. Isso tem sido colocado por muitas empresas como o fator principal para o atraso de obras. Como o setor pode resolver isso? 
Realmente,  o aumento expressivo do número de unidades em construção pegou a cadeia produtiva despreparada, e provocou atraso em várias obras por problemas com suprimentos, mas, ao longo do tempo, isso foi sendo superado com a ampliação do parque industrial e penso que isso já foi superado.

Quantos associados existem hoje na Ademi-Bahia? Há  intenção de se expandir para o interior?
Temos hoje cerca de 180 associados, dentre eles alguns de Feira de Santana, Vitória da Conquista, cidades da Região Metropolitana. É nossa intenção consolidar a atuação da entidade nesses locais e expandi-la para outros polos de igual importância como Ilhéus, Itabuna, Barreiras, Luis Eduardo, onde o mercado imobiliário já se apresenta pujante.

12 de fevereiro de 2014

Janeiro tem menor aumento do preço de imóveis em 6 anos em São Paulo

Especialistas do mercado imobiliário avisam que voos altos dos preços estão bem perto do fim. Levantamento feito em 16 cidades do país mostrou que o preço médio dos imóveis em janeiro sofreu desaceleração.

Dois mil e catorze começou com um sinal positivo para quem pretende comprar algum imóvel. Em janeiro, os preços tiveram o menor aumento dos últimos seis anos.

Uma placa de "Vende-se" a menos. Levou um ano para Dona Iolanda de Lima achar um apartamento pelo preço que queria.

“Foi mais difícil há um ano atrás porque ele não dava nem abertura pra uma conversa. Hoje não, hoje já houve uma negociação, sentamos, conversamos, ficamos na mesa”, conta a professora.

Negociando, ela conseguiu reduzir em R$ 15 mil o valor e já assinou o contrato de compra e venda. Dona Iolanda não é exceção.

O presidente do Conselho das Corretores de São Paulo diz que hoje, os descontos variam entre 5% e 15% do preço do imóvel.

“No passado, os índices de descontos eram muito inferiores, eram de 3% a 7%. De um tempo para cá eles começaram a aumentar. Na hora que coloca pra vender, pede um preço, mas, na realidade, no fechamento do negócio, o preço acaba tendo um desconto”, explica José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho das Corretores do Estado de SP.

São Paulo é um bom exemplo de quanto o preço dos imóveis subiu. Em alguns bairros, moradores viram o seu apartamento valer o dobro em apenas três anos. Mas os especialistas do mercado imobiliário avisam que os voos altos dos preços estão bem perto do fim.

Um levantamento feito em 16 cidades do país mostrou que o preço médio dos imóveis subiu 0,8% em janeiro. Uma desaceleração em relação aos meses anteriores.

“A normalidade entre as cidades que a gente pesquisa é esse patamar de alta de preços bem mais modesto do que a gente vinha observando”, aponta Eduardo Zylberstajn, economista.

Em São Paulo, a alta em janeiro foi de 0,7%, é o menor aumento desde o começo da pesquisa, em 2008.

Em Curitiba, os preços quase não subiram. E em Brasília, houve queda no valor dos imóveis no mês passado.

O coordenador da pesquisa diz que os preços mais comportados é mais saudável para a economia. “Então fica mais fácil, você tem mais tempo pra procurar, tomar sua decisão de forma mais calma, mais racional e poder escolher o que é melhor pra sua família”, avalia Eduardo.

Fonte: http://g1.globo.com

3 de fevereiro de 2014

Com início das aulas, movimento em imobiliárias cresce 20% em Rio Preto

As maiores cidades do noroeste paulista já começam a receber os estudantes universitários para o início do ano letivo. Em São José do Rio Preto (SP), a quantidade desses novos moradores é tão grande que o mercado imobiliário se modifica. Os preços dos aluguéis sobem bem mais que inflação geral.
Quem é estudante sabe que encontrar um lugar para morar nessa época do ano não é fácil. A estudante Gleise Pazetto é de Monte Aprazível (SP), mas como passou no vestibular para cursar direito em Rio Preto vai ter que mudar de cidade. O problema é que está sendo complicado encontrar um imóvel que caiba no orçamento. “Está bem alto o aluguel, em torno de R$ 600, R$ 700 e para um estudante isso não cabe no bolso”, afirma Gleise.
Durante esse período de início de aula o preço dos aluguéis vai lá em cima. Tem muita gente querendo alugar os cerca de 2.000 imóveis disponíveis em Rio Preto. Com isso, o movimento nas imobiliárias aumenta mais de 20%. “Rio Preto já é um polo acadêmico forte e atrai estudantes da região inteira e até de outros estados para estudar na cidade, então a procura por imóveis nesta época é muito grande realmente”, afirma Sabino Pietro, conselheiro estadual do Creci, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis. 
Mas se você não quer ter problemas e ainda economizar um pouco, a dica é morar em pensionatos. Em um deles, em Rio Preto, o estudante pode ficar sozinho no quarto pagando de R$ 300 a R$ 450 por mês e neste preço está tudo incluso, como água, luz, gás e internet.
Com tantas vantagens assim, a estudante Ana Cláudia Castiglione não pensou duas vezes e saiu do Tocantins para morar em Rio Preto. “O importante é que é tudo de forma prática reunido na mensalidade. Então compensa porque não tem o trabalho de se preocupar com outras contas, já que está tudo na mensalidade”, diz a estudante.
Rio Preto tem nove instituições de ensino superior que oferecem juntas 161 cursos. A maioria dos estudantes prefere morar perto das faculdades, mas, independentemente da escolha do local e do imóvel algumas precauções devem ser tomadas. “O importante é visitar o imóvel no período noturno para saber da segurança, cuidado com as normas de mudança e do local, vistoriar bem a parte elétrica e hidráulica”, diz Sabino.

Fonte: http://g1.globo.com

29 de janeiro de 2014

Valor de venda de imóveis usados em Londrina fica acima da inflação

Os preços de venda dos imóveis residenciais usados em Londrina apresentaram um aumento médio de 6,84% no ano de 2013, já os comerciais subiram em média 7,96%, acima da inflação registrada no período. Os dados fazem parte do levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), do Sistema Secovi.

Com relação aos alugueis, no mesmo período, a média para os imóveis residenciais ficou na casa dos 2,78% enquanto os comerciais recuaram 4,83%. 

Segundo o presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi, Luiz Fernando Gottschild, o estudo tem por base os dados colhidos em pesquisas realizadas, mensalmente, de dezembro de 2012 a dezembro de 2013 nos sites das imobiliárias da cidade. 

Dezembro –  Com relação à participação do tipo de imóvel ofertado para aluguel residencial, os itens de maior volume foram os apartamentos com três e dois dormitórios que correspondem, respectivamente, a 39% e 16,3% do total. Quanto à localização, a região central concentra 28% dos alugueis e o restante das ofertas está pulverizada pelos bairros, como por exemplo, o Ipiranga (2,7%) e Terra Bonita (1,3%). 

No caso da venda de residenciais usados, os maiores números de ofertas são apartamentos com três dormitórios (29,9%) e casas de alvenaria com três dormitórios (26,1%). Com relação aos comerciais, a maior participação em volume está em barracões (35,8%) e casas (29,5%).

Fonte: http://www.bonde.com.br
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