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29 de maio de 2017

Feirão da Caixa oferece mais de 80 mil imóveis em oferta

Procura maior é por aqueles que se encaixam no Minha Casa Minha Vida. São imóveis de até R$ 240 mil e renda familiar começando em R$ 1.800.

Tem feirão de imóveis neste fim de semana em 11 cidades do país. Em São Paulo, a procura maior foi pelos mais baratos, que se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida.
As construtoras lembram já na recepção que maio é o mês das noivas. E quem casa quer casa. Tem pipoca, algodão doce, bem-casado. Mas, em época de crise, não está fácil ganhar o coração do consumidor.

“Eu estou achando o preço alto ainda, está alto ainda pra gente, vamos pesquisar mais ainda”, disse um candidato.

Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fipe, especialista em mercado imobiliário, lembra que os preços dos imóveis estão praticamente parados no Brasil.
“As pessoas ficam mais receosas, os empresários ficam com mais dúvidas, a incerteza realmente está muito grande, mas a necessidade continua existindo. O mercado não deixa de funcionar. Ele perde dinamismo, mas continua a funcionar”, disse.

O Feirão da Caixa é uma tentativa de movimentar esse mercado. Mais de 80 mil imóveis em oferta e corretores por todos os lados, tentando vender o peixe.
Na feira-livre tudo é mais simples, se o cliente gostou da oferta, é só pagar e levar o produto. No Feirão, o primeiro passo é pegar uma senha, o candidato vai passar por uma avaliação do crédito para saber se ele tem renda suficiente para financiar um imóvel.
“A maior concentração de financiamentos é de imóveis de até R$ 240 mil que são os imóveis que se enquadram no Minha Casa Minha Vida”, explicou Gustavo Sampaio, superintendente regional da Caixa.

A renda da família para esses imóveis começa em R$ 1.800. A Kaci e o Eric vieram sem grandes pretensões.
“Ela nem queria vir, eu falei pra ela, vamos lá, vamos tentar, vamos ver o que da. Acho que agora vai dar certo”, disse o estoqueiro Eric Oliveira da Silva.
Tiveram crédito aprovado e fecharam negócio: um apartamento de dois quartos, financiado em 30 anos.
“Nós viemos fazer uma análise, mas decorreu bem melhor do que esperava. Sair do aluguel é tudo, né?”, comemorava Kaci Kelen Melo de Carvalho, que é cuidadora de idosos.

Fonte: http://g1.globo.com

5 de dezembro de 2016

Governo eleva limite para uso do FGTS na compra da casa própria


Para tentar estimular o setor imobiliário, o governo decidiu aumentar o limite para o uso de FGTS na compra de imóveis de R$ 650 mil para R$ 800 mil. Em Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, o valor subirá de R$ 750 mil para R$ 950 mil. Numa outra frente, a equipe econômica mudou as regras para exigir que os bancos atualizem mensalmente o valor das taxas cobradas e que incluam em todas as prestações uma parte de juros e amortização (ou seja, abatimento efetivo da dívida). As mudanças só valem para contratos novos.

A medidas foram anunciadas, ontem, após reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Com a mudança nas regras do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), seria possível, por exemplo, financiar com FGTS um imóvel de até 90 metros quadrados na Barra da Tijuca ou de dois quartos em Botafogo.

– Esse ajuste ocorre de tempos em tempos. É operacional – afirmou a chefe do Departamento de Regulação do Banco Central, Sílvia Marques, quando questionada sobre a necessidade de mudança.

Quando um imóvel é enquadrado no SFH, além de o mutuário poder usar os recursos do FGTS para dar entrada e amortizar parcelas, ainda tem acesso a juros mais baixos. As taxas do sistemas são de, no máximo, 12% ao ano. Desde setembro de 2013, o CMN não mexia nos limites de empréstimo.

AQUECIMENTO DE VENDAS

O conselho ainda mudou o mecanismo de amortização do saldo devedor. Passará a exigir, a partir de janeiro, que os bancos atualizem mensalmente juros e TR (Taxa Referencial) nas parcelas do mutuário. O CMN ainda vetou que haja parcelas apenas com juros. Assim, será exigido que haja uma proporção de amortização todos os meses.

As novas regras vão trazer mais previsibilidade ao mutuário, dizem especialistas. Segundo Samy Dana, professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), as mudanças no cálculo da prestação, com a atualização mensal de juros e TR, vão permitir uma maior transparência para os consumidores. Segundo ele, alguns bancos em seus financiamentos imobiliários não fazem a atualização mensal da TR. Com isso, diz Dana, o mutuário pode ser obrigado a arcar com parcela extra e residual referente a essa variação acumulada ou a arcar com parcelas maiores em período específico do financiamento.

– Tem banco que deixa acumular, e o cliente só percebe depois, quando o valor da parcela aumenta ou vem uma parcela residual. Assim, uma atualização mensal não assusta o mutuário. Essa mudança traz mais transparência. Hoje, com um financiamento o cliente já contrata o financiamento com uma parte de juros prefixados e outra parte pós-fixada, que é representada pela TR – explicou Dana.

O veto a parcelas compostas somente de juros durante o financiamento foi elogiado pelos especialistas. Segundo eles, isso vai ajudar a reduzir o risco de inadimplência. Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), lembra que, hoje, alguns bancos, ao usarem a Tabela Price, cobram, em determinados períodos do financiamento, como no primeiro ano, apenas os juros, sem a amortização do imóvel.

– Assim, de um mês para o outro o valor da prestação sofre um forte aumento, o que pode causar inadimplência. Por isso, considero essa regras prudenciais para se evitar o calote – destacou Oliveira.

As mudanças só entrarão em vigor em janeiro do ano que vem. A alteração do limite de financiamento para R$ 950 mil deverá ajudar na venda do estoque das incorporadoras, sem exercer pressão sobre os preços devido ao momento de retração na economia, segundo avaliação de Luiz França, sócio-presidente da França Participações, empresa de soluções para a área de gestão e finanças.

– É uma medida importante para o segmento. Nesse momento de crise, vai ajudar a melhorar as vendas. As construtoras já estão reduzindo preço para desovar os estoques e não há espaço para aumentos – disse, lembrando que consumidores que precisavam de um imóvel de maior valor, mas que não queriam se sujeitar a taxas de mercado, agora, podem fazer a aquisição dentro do SFH.

Fonte: Jornal O Globo – 25/11/2016

28 de setembro de 2016

Incorporadoras aproveitam facilidade de negociação para comprar terrenos

Apesar das vendas fracas, incorporadoras têm investido na compra de terrenos por causa do recuo de preços e da expectativa de aquecimento do mercado imobiliário para os próximos anos.

Esse movimento também é impulsionado pela melhora dos índices de confiança do consumidor no país.

Como o ciclo de incorporação é longo, as empresas precisam tentar antecipar as tendências de mercado para que a oferta coincida com o aumento da demanda, avalia Flavio Amary, presidente do Secovi-SP (do setor).

“O mercado imobiliário ainda não sabe o ponto de virada, quando as vendas devem voltar a crescer, mas as empresas que podem adquirir ativos tentam fazer agora.”

“Lançaremos dois edifícios em 2016, a metade do que em 2015, mas a empresa precisa pensar o banco de terrenos para os próximos dois anos”, afirma Antonio Setin, da construtora que leva seu nome.

“Até o começo de 2014, tínhamos de comprar o lote com pagamento em dinheiro e à vista. O dono não aceitava permuta e perdíamos o negócio porque a concorrência era grande”, diz Eduardo Pompeo, também da Setin.

Os proprietários de terreno estão bem menos exigentes, de acordo com Luciano Amaral, da Bueno Netto.

“Há dois anos, muitos donos não aceitavam permutas pelo espaço, queriam receber em dinheiro e ofereciam prazos menores.”

Além da flexibilidade, foi possível neste ano comprar lotes por 15% menos do que custavam antes da crise, afirma Eduardo Fischer, presidente da MRV. “Após essas aquisições, a expectativa é lançarmos 20% mais em 2017.”

Fonte: Folha de São Paulo – 28/09/2016

26 de julho de 2016

Caixa realoca recursos e tem R$ 3,8 bilhões do FGTS pela linha Pró-Cotista


A Caixa tem R$ 3,8 bilhões para financiar a compra da casa própria pela linha Pró-Cotista FGTS, uma das mais vantajosas do mercado. O banco conseguiu autorização do conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para realocar recursos entre as faixas da linha e passou a contar com R$ 1,5 bilhão para aprovar novos contratos para moradias entre R$ 225 mil e R$ 500 mil.

Os recursos para essa faixa de valor de imóveis tinham secado em abril, dois meses após a Caixa receber R$ 7 bilhões do FGTS. O banco, então, pediu autorização para usar livremente o dinheiro que sobrou remanejar os recursos que estavam disponíveis para financiar imóveis de outros valores.

Dessa forma, restou ainda R$ 1,8 bilhão para financiar imóveis de até R$ 225 mil e outros R$ 412 milhões para operações para a compra de imóveis entre R$ 500 mil e R$ 750 mil, o teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) nas grandes metrópoles (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília).

A linha Pró-Cotista só pode ser acessada por trabalhadores com pelo menos três anos de vínculo com o FGTS. Além disso, eles precisam estar trabalhando ou ter saldo na conta do FGTS de pelo menos 10% do valor do imóvel.

A taxa de juros é de 8,66% ao ano, bem abaixo dos contratos firmados com recursos da poupança, que hoje custam ao mutuário 11,22% ao ano.

No início deste ano, o conselho curador do FGTS liberou R$ 21,7 bilhões para o mercado imobiliário justamente para compensar a escassez de recursos da poupança. No primeiro semestre deste ano, a caderneta perdeu R$ 42,6 bilhões, a maior perda de recursos para o período em 22 anos.

Nesta segunda-feira, 25, entraram em vigor as novas condições de financiamento da Caixa para clientes de alta renda. O banco dobrou o limite de financiamento de imóveis do banco, que passará de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões. A parcela que pode ser financiada também subiu de 70% para 80% para imóveis novos e de 60% para 70% no caso de usados.

O vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, afirmou que o banco tem, ao todo, R$ 16 bilhões para desembolsar em financiamentos imobiliários nesse segundo semestre tendo como fonte a poupança e outros R$ 38 bilhões com recursos do FGTS. Em 2016, o banco pretende liberar R$ 93 bilhões no segmento habitacional.

“O objetivo dessas medidas é reaquecer a economia, aumentar as vendas e, em última instância, gerar empregos e renda”, afirmou. “Não há trade off entre a habitação de mercado e a habitação social”, disse o executivo para reforçar que o banco não direcionou recursos de um segmento para o outro.

Crédito para construtoras


Depois das pessoas físicas, agora é a vez das empresas. Na próxima segunda-feira, a Caixa Econômica Federal lança um pacote de medidas para estimular as vendas no setor imobiliário e aquecer a economia. Entre elas está a reabertura da linha de crédito para construtoras, chamada Plano Empresário da Construção Civil, que estava fechada desde maio de 2015. E com uma novidade: o banco não vai mais exigir que o construtor termine a obra para começar a financiar os compradores, uma prática da concorrência. Com 80% do empreendimento concluídos, a Caixa já vai financiar os tomadores interessados na compra das novas unidades.

No Plano Empresário, a caixa financia o custo da obra diretamente à construtora, para que, após concluído o empreendimento, a dívida seja liquidada por meio da venda e do financiamento das unidades habitacionais aos mutuários.

Serão destinados à modalidade R$ 10 bilhões, tanto para imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de até R$ 750 mil, quanto os do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), acima desse teto até R$ 3 milhões. A fonte de recursos, segundo a Caixa, é formada pelo retorno dos financiamentos habitacionais, por captações da poupança e do FGTS.

‘ESTAMOS AGINDO NAS DUAS PONTAS’

A Caixa também vai ampliar a linha de apoio à produção, no caso em que as construtoras não tenham recursos para executar a obra. Desde o ano passado, a torneira está fechada, e somente estavam obtendo crédito empresas com amplo relacionamento com a Caixa e baixo risco de crédito. Para ter acesso à modalidade, as construtoras precisam vender, no mínimo, 20% das unidades e comprovar que o somatório dos imóveis comercializados cobre, pelo menos, o custo das obras.

Em outra frente, serão reabertas as operações de crédito para empresas que executam a obra com recursos próprios e buscam crédito para os potenciais compradores. A linha atende a imóveis mais caros, enquadrados no SFI, e também estava fechada desde maio de 2015.

Em entrevista ao GLOBO, o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, disse que o objetivo é aumentar a velocidade das vendas, aquecer o mercado imobiliário e reduzir o número de distratos (desistência da compra). Segundo ele, a decisão da Caixa de reabrir o crédito está alinhada com a orientação do presidente interino, Michel Temer, que pediu ações que levem à retomada da atividade econômica.

– Com 80% da obra, a Caixa vai financiar o adquirente final. Nenhum banco faz isso hoje. Estamos agindo nas duas pontas, do lado das pessoas físicas e do das jurídicas -afirmou Souza.

Nesta semana, o banco anunciou que o valor máximo dos imóveis financiados subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões, com recursos da poupança e captações no mercado. Além disso, a quota de financiamento subiu de 60% para 70%, no caso de usados, e de 70% para 80%, no caso de novos, compra de terreno e construção para unidades acima de R$ 750 mil. As novas condições também entram em vigor na próxima segunda-feira.

SECOVI VÊ POTENCIAL PARA MEXER COM MERCADO

Souza explicou que o Plano Empresário foi fechado em maio do ano passado devido à escassez dos recursos da poupança e à inadimplência crescente. A situação agora está sob controle, assegurou. Ele lembrou que a Caixa alongou a dívida das construtoras, que enfrentaram dificuldades para honrar os compromissos devido à queda no ritmo das vendas. O prazo foi alongado de seis para 12 meses, mantendo-se a carência inicial de seis meses, o que deu às empresas um fôlego de 18 meses.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), Rubens Menin, os dados divulgados pelas maiores construtoras com ações em Bolsa revelaram que as vendas no primeiro semestre deste ano caíram entre 25% e 30%, na comparação com mesmo período de 2015. Segundo Menin, esse movimento é generalizado, atingindo também empresas de médio e pequeno porte.

– Tudo o que você faz é bom para o mercado. O Plano Empresário é importante porque reduz distratos, reduz o risco para a Caixa e para o empresário – afirmou o presidente da Abrainc, acrescentando, porém, que a demanda por crédito está fraca em função dos juros elevados, da renda e da crise econômica.

Na visão do economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, a iniciativa da Caixa tem potencial para mexer com o mercado, sobretudo porque a economia já dá sinais de retomada. Ele disse que a Caixa, que detém 67% do mercado, está se antecipando à temporada dos lançamentos no setor imobiliário.

– As medidas são um estímulo a mais para o empresário que tem um produto na prateleira. Com certeza, ele vai fazer mais obras – observou Petrucci.

De acordo com fontes do setor privado, a Caixa iniciou uma ofensiva para ganhar mercado e cumprir a meta prevista para a carteira imobiliária, de fechar o ano com R$ 93 bilhões em novas concessões. Do total, R$ 54 bilhões estão alocados para serem aplicados neste semestre, sendo R$ 38 bilhões para baixa renda renda (habitação social) e R$ 16 bilhões para imóveis mais caros.

Pesquisa divulgada ontem pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o ritmo de queda da atividade no ramo da construção desacelerou no mês passado. Em junho, o índice ficou em 41,2 pontos. Embora ainda esteja abaixo dos 50 pontos – patamar que indica expansão -, o indicador acumula uma alta de 7,9 pontos em relação a dezembro de 2015. Apesar disso, as entidades ressaltam que o nível de ociosidade continua elevado (quase metade do maquinário está parado), e as demissões de trabalhadores ainda persistem.

O índice de evolução do número de empregados ficou em 38,1 pontos, 5,1 pontos acima do patamar registrado em dezembro do ano passado. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos indicam resultados negativos.

Fonte: Jornal O Globo – 22/07/2016

2 de maio de 2016

Feirão de aluguel terá mil imóveis em oferta



Hoje termina o Feirão da Caixa, com mais de 15 mil imóveis em oferta, no Riocentro. Para quem não pretende nem pode realizar o sonho da casa própria agora, aí vem outra opção: a administradora de imóveis Renascença faz, na próxima semana (entre 9 e 14 de maio), o 1º Feirão de Locação, nas 11 lojas da imobiliária.
São mil imóveis, entre residenciais e comerciais, administrados pela empresa, localizados em diferentes bairros do Rio de Janeiro, principalmente Jacarepaguá, Tijuca, Madureira, Campo Grande, Barra da Tijuca, Vila da Penha e Copacabana. O feirão reúne unidades novas e usadas, e têm opções também para quem procura uma propriedade para alugar em cidades da Baixada Fluminense, como Nilópolis e Duque de Caxias.
Entre os residenciais, a maioria é formada por apartamentos com dois quartos e metragem entre 80 e 110 metros quadrados e preço médio do aluguel em R$ 1.300.

O grande benefício para o locatário, diz Parente, é a isenção de um a três meses de aluguel, dependendo do imóvel.
— É vantajoso para os dois lados: o do proprietário, que vai alugar seu imóvel, e para o inquilino, que terá vantagens nesta operação — afirma Edison Parente, vice-presidente comercial da Renascença
De acordo com um estudo feito pela plataforma VivaReal, o preço médio do m² para aluguel no Rio de Janeiro apresentou o valor mais baixo dos últimos três anos e fechou março de 2016 em R$ 34,62. Na capital, os bairros com as maiores quedas foram Copacabana (-20%), Botafogo (-12,3%), Ipanema (-11,1%), Barra da Tijuca (-10,2%), Leblon (-6,4%) e Recreio (-4,8%).
— Como muitos proprietários estão com dificuldade para vender, eles têm preferido apostar na locação. Com isso, a oferta fica maior — lembra Parente.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/feirao-de-aluguel-tera-mil-imoveis-em-oferta-19197767.html#ixzz47Vb5UliU

11 de janeiro de 2016

Caixa aposta no mercado de habitação popular em 2016


O diretor-executivo de Habitação da Caixa, Teotonio Rezende, estima crescimento de 30% nos financiamentos de imóveis de até R$ 225 mi neste ano em relação ao ano passado. Nesse grupo, estão moradias enquadradas nas faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, cujas contratações começaram na semana passada.

“Na habitação social, modalidade em que não houve restrição de oferta de recursos, já houve uma aplicação bastante expressiva em 2015, quando fechamos o ano com [volume de financiamento] 31% maior do que no ano anterior”, afirma ele.

Os empréstimos com recursos do FGTS (fonte de financiamento das faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida) somaram 37,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2015, último dado disponível, volume próximo aos R$ 40,9 bilhões concedidos durante todo o ano de 2014.

A estimativa de crescimento de 30% em 2016 já leva em conta a demanda da terceira fase do Minha Casa Minha Vida, que trará uma série de mudanças. Entre elas está a criação da faixa 1,5, que atenderá maior número de pessoas de baixa renda com capacidade para financiar imóvel e que não eram contempladas, até então. As contratações para essa nova faixa ainda dependem de instrução normativa do Ministério das Cidades.

“As grandes construtoras, que trabalham com as faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, não têm problema de estoque e de velocidade de venda. É que, na habitação social, o cliente está trocando o aluguel pela prestação da casa própria. Para ele, não faz sentido mudar a decisão de comprar”, explica Rezende.

Dois outros fatores devem impulsionar as vendas no segmento. O limite de renda mensal dos beneficiários do Minha Casa Minha Vida subiu de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil na terceira etapa do programa. Além disso, os valores máximos dos imóveis das faixas 2 e 3 também foram reajustes de acordo com cada região do País, variando de R$ 90 mil a R$ 225 mil.

Dados da Caixa apontam que 60% dos 6,5 milhões de simulações de crédito imobiliário realizadas mensalmente no site do banco são para imóveis de até R$ 200 mil. Essas simulações servem de termômetro do impacto positivo que o Minha Casa Minha Vida 3 deve provocar no mercado imobiliário este ano. “A tendência é que a demanda continue em alta com os ajustes do progarma e a criação da faixa 1,5”, aposta Rezende.

Fonte: http://www.brasil.gov.br

28 de outubro de 2014

Caixa Econômica Federal anuncia grande leilão de imóveis no RN. Destaque para terreno em Pipa, RN.

A Caixa Econômica Federal anuncia para o próximo dia 06 de novembro o “Grande Leilão de Imóveis”, que irá disponibilizar para investidores, e demais compradores, apartamentos, casas, imóveis comerciais, terrenos e condomínios a preço abaixo dos valores praticados pelo mercado imobiliário. O leilão presencial ocorrerá em Natal, no auditório do SESC, na Cidade Alta, a partir das 10 horas.
Os compradores também podem participar do leilão e fazer lances on line pela internet, através do site www.brbid.com.
O leilão, que abrange imóveis localizados em várias cidades do rio Grande do Norte, entre elas Natal, Parnamirim, Pipa, Assu, Apodi, Macaiba, são Gonçalo do Amarante, são José de Mipibu, Nísia Floresta, Parau, Parelhas, São Vicente, Sitio Novo, Tenente Lauretino, Upanema, Ceara-Mirim, Extremoz, será dirigido pelo leiloeiro oficial do estado, Marcus Nepomuceno.
Segundo ele, trata-se de uma excelente oportunidade para que os participantes arrematem imóveis que se adequem as suas necessidades, pagando um valor diferenciado do que é praticado pelo mercado imobiliário formal. Os imóveis podem ainda ser financiados e o FGTS utilizado.  
Um dos destaques do leilão é um terreno de 16.000 metros quadrados na Avenida Baia dos Golfinhos, um dos principais logradouros da famosa Praia de Pipa. Já em Natal, estão sendo disponibilizados imóveis comerciais e apartamento em condomínio residencial. 
Outras informações e a listagem completa dos imóveis ofertados em cada cidade do estado pode ser obtidas pelo telefones (84)3211.4310 / 9982.7483, através do sitewww.mnleilao.com.br ou com a BRbid pelos telefones (21) 4141-9041/42 ou através do e-mailsuporte@brbid.com.

Fonte: http://boainformacao.com.br

13 de agosto de 2014

OPINIÃO DO ECONOMISTA - Crônica de uma crise anunciada

Alguns setores são relativamente mais sensíveis ao ciclo econômico. O mercado imobiliário é um deles. Otimismo se transforma em euforia e momentos de correção são logo interpretados como estouro de bolha. Os excessos do passado estão pesando sobre o mercado imobiliário neste momento. O impacto sobre a economia não será desprezível. O peso da construção civil no PIB é relevante, próximo de 15%, tendo também importante papel no mercado de trabalho.

Diferente do ocorrido no início da década passada, quando medidas estruturais melhoraram o ambiente regulatório e reduziram a insegurança do setor, a agenda dos últimos anos foi voltada para o incentivo à demanda. Mudança de agenda e exagero na dose. A fatura chegou.

Entre 2004 e 2005, importantes avanços ocorreram: a criação do Patrimônio de Afetação (tratamento individualizado para cada empreendimento da construtora), a consolidação da Alienação Fiduciária (mais garantias a credores) e correção de distorções tributárias no mercado imobiliário (isenção de IR sobre ganhos de capital quando a venda do imóvel é seguida de compra de outro em até 180 dias).

Já a agenda pós-crise global de 2008 foi de estímulo e subsídios à demanda, principalmente com aumento do crédito ao consumidor via bancos públicos, aliado a corte de taxas de juros. O estoque de crédito imobiliário que vinha crescendo em ritmo mais moderado, saltou de 1,8% do PIB no início de 2008 para o atual patamar de 8,9%. Como proporção da renda anual dos indivíduos, o crédito residencial saltou de 4% e para 16%.

Há uma diferença importante entre as duas agendas. Melhoras institucionais têm por objetivo reduzir o risco efetivo de crédito por meio, por exemplo, de melhores garantias ou menor risco jurídico. Políticas de estímulo e subsídios, por outro lado, apenas transferem o risco para uma terceira parte, muitas vezes o governo, com implicações fiscais.

O estímulo excessivo da demanda veio acompanhado de significativa valorização dos imóveis, com os preços atingindo alta recorde de 30% anual em meados de 2011, segundo a Fipe. A oferta reagiu rapidamente, bem como os custos do setor. Os salários na construção civil passaram a crescer em ritmo acelerado, com ajustes acima de 10% ao ano em média entre 2011 e 2013. Preços de insumos, de equipamentos e da terra também ficaram mais pressionados. As margens das construtoras não tardaram a comprimir.

O mercado começou a estrangular quando a demanda passou a dar sinais de arrefecimento, por conta da excessiva valorização dos imóveis e a desaceleração da economia.

A reação do governo foi tentar novamente estimular a demanda via maior oferta de crédito imobiliário. As concessões para pessoa física aceleraram, atingindo alta de 50% ao ano em meados de 2013. Além disso, em 2013 o governo elevou de R$ 500 mil para até R$ 750 mil o valor do imóvel para saque dos recursos do FGTS e o valor da casa própria a ser financiado dentro do Sistema Financeiro da Habitação. Tentativas para manter a bicicleta rodando.

A bicicleta está parando. A demanda por imóveis está caindo com o menor dinamismo do mercado de trabalho e com o aumento recente de inadimplência na economia, de empresas e indivíduos. No segmento residencial, pesquisa do Banco Central mostra recuo da demanda. Numa escala de -2 a +2, o indicador está em zero nos dois primeiros trimestres de 2014, o que indica neutralidade, ante 0,72 na média de 2011, quando a pesquisa começou. Assim, as concessões de crédito mobiliário crescem agora a taxas anuais bem mais moderadas: 3,5% na média dos últimos três meses até junho ante 27% na média de 2013. Este movimento pode ainda se aprofundar até que as famílias consigam equilibrar suas finanças, num quadro de deterioração do mercado de trabalho em curso.

Como conseqüência, a alta de preços de imóveis arrefece, e traz consigo margens mais estreitas para as construtoras, que ainda enfrentam pressão de custos relevante. Sondagens na construção civil mostram que, diferente do quadro dos anos anteriores, quando os principais problemas enfrentados pelos empresários do setor eram a falta de trabalhador qualificado e o custo da mão-de-obra, agora esses problemas perdem espaço e passam a concorrer com a falta de demanda. Assim, recua a confiança do empresário do setor, com os índices da FGV e da CNI apontando o caminho do pessimismo.

O quadro de excesso de oferta em relação à demanda deve persistir por um tempo. Talvez comprometendo 2015 e até 2016, com repercussões sobre preços ainda por vir. Segundo especialistas, há quantidade importante de construções a serem entregues. Um cenário de queda de preços relativos (preços subindo menos que a taxa de inflação) nos vários segmentos do setor poderá ser inevitável. Ajuste de preços é peça central para equilibrar o mercado.

O impacto perverso sobre o mercado de trabalho já aparece. O setor que tanto se destacou na geração de empregos, potencializando a queda das taxas de desemprego nos últimos anos, agora sofre. Segundo o Ministério do Trabalho (RAIS/Caged), o emprego formal na construção civil, que representa 6% do total, cresceu apenas 1,2% em 2013 e está no campo negativo em 2014, ou seja, já ocorrem demissões líquidas no setor, após ter registrado altas média de ocupação líquida de 14% ao ano entre 2005 e 2011.

São particularmente os trabalhadores com menor qualificação e menor renda os mais afetados, sem contar que a construção civil é muitas vezes a porta de entrada de indivíduos com menor qualificação no mercado de trabalho. Isso irá significar efeitos perversos na distribuição de renda.

A mensagem é clara: muito cuidado com estímulos à demanda. Quando exagerados frente às condições estruturais de oferta - como foi o caso, haja vista a forte pressão sobre os preços de fatores observada -, criam mais problemas. Produzem mais volatilidade no PIB, ao contrário do desejável, afetando o bem-estar da sociedade.

Zeina Latif - Economista-chefe da XP Investimentos

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br

30 de janeiro de 2014

Crédito imobiliário da Caixa bate recorde em 2013

Em 2012, banco havia registrado volume de R$ 106,74 bilhões. Número de contratos cresceu, de 1,2 milhão para 1,9 milhão em 2013.

Em 2013, a Caixa Econômica Federal registrou o valor recorde de R$ 134,9 bilhões em contratações referentes a crédito imobiliário, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (27). Em 2012, o volume fora de R$ 106,74 bilhões.
O número de contratos também cresceu, de 1,2 milhão em 2012 para 1,9 milhão, no ano seguinte.
O Minha Casa Minha Vida (MCMV) encerrou o ano com 3 milhões e 240 mil unidades contratadas, desde o lançamento do programa. Deste total, 2 milhões e 240 mil moradias foram pelo MCMV2. Somente em 2013, foram contratadas 900 mil unidades.
“A estabilidade econômica somada ao aumento da renda e melhores condições de financiamento – taxas de juros menores, prazos maiores, além de maior simplicidade operacional – têm permitido um maior acesso ao credito para compra do imóvel desejado”, disse, em nota, o vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte.
A previsão da instituição financeira é que o crédito imobiliário siga em alta, “devendo ficar entre 10 e 20% maior do que no ano passado”.
Segundo a Caixa, do total aplicado em habitação no ano passado, 65% foram destinados à compra de imóveis novos e 35%, de imóveis usados.
A participação da Caixa no mercado financiamento de imóveis ficou em 69% no final de 2013. De acordo com o banco, mais de 35% dos financiamentos foram concedidos a clientes com menos de 30 anos e 45% para a faixa etária de 31 a 45 anos. A inadimplência dos financiamentos imobiliários fechou o ano em 1,47%.

Minha Casa, Minha Vida
Desde quando foi implementado até 2013, o programa 
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