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27 de maio de 2017

“Mercado imobiliário depende de três coisas: inflação, estabilidade econômica e crédito”

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha, destaca que para a retomada do mercado é preciso haver estabilidade. Em entrevista ao jornal A TARDE, antes das denúncias envolvendo Michel Temer, ele fez observações sobre o futuro dos empreendimentos comerciais em Salvador e cobrou do setor público mais investimentos em segurança e ordenamento jurídico para que os bairros se desenvolvam.

A pesquisa mensal da Ademi-BA aponta que em alguns bairros já começa a haver uma demanda por imóveis?

Há vários bairros da cidade onde você encontra uma demanda por determinado tipo de produto. Hoje em toda a cidade há apenas 620 unidades comerciais em estoque. É muito? Se fosse em uma região só, sim. Mas nessa região (Avenida Tancredo Neves) só há unidades no Hangar, no Mondo Plaza e alguma coisa no CEO (CEOSalvador Shopping). Do Iguatemi para a Barra, não há disponibilidade alguma de salas comerciais. Que existe demanda, existe. Como não há oferta, há aí uma oportunidade para investir.

Mas a questão é que deixou de haver lançamentos...

Nos últimos anos, os lançamentos de salas comerciais que ocorreram foram aqui na Tancredo Neves. O Comércio (antigo centro financeiro da cidade) praticamente veio todo para cá nos anos 1990. Os lançamentos do segmento foram todos nessa área e o centro financeiro acabou ficando aqui. Só que há um problema de mobilidade. O cara que mora na Barra pega esse engarrafamento todo para vir à Tancredo Neves. Se houvesse salas no meio do caminho, como na Garibaldi, ele não viria para cá. Quem mora em Itapuã, antes não tinha opção. Tinha que vir para cá. Hoje ele fica ali por Patamares, (na Paralela) já tem o Manhattan, o Cosmopolitan... Já tem algumas opções e evita também essa locomoção.

E o Centro Histórico? Com essas tentativas de revitalização, os bairros no entorno seriam atraentes para lançamentos comerciais?

Sim. Até o próprio Comércio, onde já há uma demanda consolidada. Existe uma pequena oferta e há uma disponibilidade muito grande de prédios abandonados. Ou porque estão tombados ou porque suas instalações físicas se deterioraram e ficaram vazios. Se houvesse um incentivo do poder público, estadual e, principalmente, municipal, pois falamos de legislar sobre a cidade, poderia haver a ocupação desses empreendimentos, com um retrofit no prédio. Para que se possa ter condições de reformar os prédios e fazer novos lançamentos. Como também residenciais. O Comércio à noite só tem as universidades. Depois, ele fica sem vida. Assim como o Centro Histórico. Existe um projeto da prefeitura (Revitalizar) de ocupar o centro com habitação. Seria interessante porque ao requalificar o bairro começa a haver outro tipo de oferta de produtos. Residenciais e comerciais. Mas para isso você tem que ter o poder público vindo à frente. Primeiro com segurança (policiamento) e com segurança jurídica. Para que o investidor coloque recursos nos imóveis precisa saber de que forma o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Ipac (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural) e a prefeitura vão agir para que não haja uma surpresa lá na frente. É preciso ver também com os urbanistas da cidade de que forma se pode melhorar aquela região e viabilizar um produto para venda. Essa segurança só o poder público pode dar.

Nesse momento, não há segurança jurídica para que a iniciativa privada invista nos casarões?

As determinações do Iphan e do Ipac têm que estar alinhadas com as da prefeitura para que haja um procedimento único. Tem que haver uma legislação e não várias.

Falando das incorporadoras, já há perspectivas de lançamentos à vista?

Há para o segundo semestre. O mercado imobiliário depende de três coisas básicas: inflação, estabilidade econômica e crédito. No crédito, a gente tem as taxas de juros caindo. Com perspectiva de que estejam abaixo de 9% no final do ano. O controle da inflação, que já está aí. Isso aumenta o poder de compra das pessoas. E a estabilidade. Da compra do terreno até o imóvel ficar pronto são pelo menos cinco anos. Eu diria que 90% dos imóveis são financiados. E qualquer pessoa para fazer investimento a longo prazo precisa se sentir segura. A estabilidade política e econômica é fundamental para trazer de volta o emprego e consequentemente o poder de compra.

Sobre a pesquisa, como estão se comportando as vendas de imóveis?

A região da Barra hoje praticamente não tem disponibilidade de imóveis de quarto e sala. Dois quartos, a mesma coisa. Temos uma oportunidade de mercado para novos lançamentos. Isso vai se refletir na redução de estoques. Aliás, é o momento de comprar imóveis porque são unidades construídas há um ano, dois anos e que têm um preço diferente dos novos lançamentos. Que são impactados pelos novos custos, pelo aumento dos insumos, e têm um preço reajustado. Então, comprar imóvel hoje para quem tem possibilidade é uma excelente oportunidade. E devemos sim ter novos lançamentos a partir do segundo semestre.

Já há algum tempo que é difícil encontrar apartamentos de dois quartos...

São os imóveis que mais vendem durante o ano. É o que nós chamamos de primeiro imóvel da família. Os produtos que têm mais demanda são os imóveis de dois e três quartos. Depois, a depender da região, pode se vender bastante o quarto e sala ou o quatro quartos.

Sobre crédito, o governo havia pensado em limitar os recursos para a construção de imóveis para a classe média, mas voltou atrás. Como o senhor avalia isso?

O governo pensou em limitar os recursos para os chamados apartamentos pró-cotistas, que são os imóveis que no Rio e São Paulo custam até R$ 950 mil e no resto do país, até R$ 800 mil. A vantagem desses imóveis é que, como eles utilizam recursos do FGTS, as taxas de juros são menores do que os do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Enquanto a caderneta de poupança tem hoje 11% de taxa de juros, o pró-cotista está em torno de 8,5% ou 9%. É muito mais vantajoso para quem está adquirindo um imóvel usar o sistema pró-cotista. É preciso ter pelo menos 10% do valor do imóvel que quer comprar como reserva e ter uma conta ativa no FGTS há pelo menos três anos. O governo federal anunciou um remanejamento de verbas do FGTS para ter um recurso maior disponível e então vai permanecer o sistema pró-cotista.

http://atarde.uol.com.br

27 de setembro de 2016

Especialistas apontam leve melhora no setor imobiliário desde a crise

Recuperação do mercado deve ser mais evidente em meados de 2017. Cenário positivo tem ligação com a situação política do Brasil.

Os primeiros sinais da recuperação do setor imobiliário desde que a crise econômica se instalou no Brasil começam a aparecer. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, declarou no final de julho que o "humor" imobiliário está mudando. "Já começa a ter mais visitas em plantões e, quando se fazem sondagens com empresários, vemos que eles estão menos pessimistas. Não é nenhum 'oba-oba', mas há uma reversão de expectativas". Martins afirma ainda que as vendas continuam sendo feitas, mesmo que em menor escala e explica que, com isso, o mercado deve começar a reverter. "Muitos prédios que estão parados vão começar a andar de novo", previu.

Elias Stefan Júnior, sócio proprietário de uma construtora de Sorocaba (SP), destaca que essa melhora no setor ainda é leve. "Vemos alguns sinais de melhora, mas temos a sensação que, em meados de 2017, a recuperação do mercado seja mais evidente."
O cenário positivo no setor, segundo Elias, tem ligação com a situação política do País. "O mercado como um todo estava aguardando a definição do quadro político e início efetivo da disposição do governo na implementação das reformas econômicas necessárias."
O mercado imobiliário de Sorocaba também está sentindo os primeiros sinais de melhora, de acordo com o empresário. Ele comenta que a construtora identificou a tendência e já estuda antecipar o lançamento de alguns empreendimentos, além de acelerar o cronograma de obras em andamento.
Mas o sócio da construtora afirma que ainda é preciso ter cautela. "A crise instalada nos últimos anos levará a uma reorganização mais lenta e sólida da economia do País, que chegou a níveis de atividade baixíssimos. Por isso, faz-se necessário o máximo de cautela nos investimentos e na realização das eventuais vendas que porventura aconteçam. O risco de prejuízo ainda é alto", explica.

Elias comenta ainda que os imóveis com valores mais baixos são os mais procurados no momento. "Lotes populares e habitacionais econômicos, casas e apartamentos com dois dormitórios são os mais comercializados. Os imóveis comerciais e industriais estão estagnados e dependem ainda mais da recuperação da economia como um todo", conclui.

Fonte: G1.com

9 de janeiro de 2016

O que esperar do setor Imobiliário em 2016?




O ano de 2015 terminou e não vai deixar saudades para o segmento da construção civil, paralisado pela redução de quadros em um setor que responde por grande parte da mão de obra que movimenta o país. No mesmo ritmo, 2016 também não sinaliza que será de grandes alegrias. Reflexo do cenário político e econômico do Brasil, o mercado imobiliário também se ressente do ambiente instável e da insegurança dos consumidores em assumir compromissos de alto valor e de longo prazo, já que manter o emprego e a renda tem sido um desafio e tanto.

O mercado reagiu de forma madura, com as incorporadoras reduzindo o preço dos imóveis com o objetivo de reduzir, assim, seus respectivos estoques.Quem tinha caixa para investir pode fazer bons negócios. Por outro lado, a principal fonte de recursos para a aquisição de imóveis, a caderneta de poupança, teve um ano de perdas, registrando o seu pior desempenho desde 1995: o valor de saques superou o de depósitos efetuados em R$ 53,6 bilhões.

Como o financiamento é o principal motor de alavancagem do setor de crédito imobiliário e este está enfraquecido, o desafio atual é promover condições para que outras ferramentas possam assumir papel mais relevante. Temos já alguns mecanismos, como os LCI's e LIG's (cover bondsbrasileira), temos um marco regulatório que permite avançar nesse campo, é preciso viabilizar isso do ponto de vista mercadológico. Com estas alternativas na pauta, o setor ganha fôlego e pode avançar além do lastro baseado nos recursos depositados na caderneta de poupança. Se novos recursos propiciarem a correção dos financiamentos pelo IPCA, por exemplo, o comprador passa a ter maior segurança para assumir compromissos e o mercado pode, então, atender uma demanda por novos financiamentos. 

Todo momento de crise nos força buscar novos caminhos e refletir sobre o que podemos mudar. Para o setor imobiliário, os novos caminhos existem e são defendidos por analistas do segmento há algum tempo. Talvez seja a hora, frente às dificuldades atuais, de se olhar mais profundamente para novos modelos de fazer negócio nessa área, investigar mais a fundo a solução encontrada em mercados mais desenvolvidos, aprender com quem já faz diferente e melhor. Um mercado ativo e com um ambiente favorável, o país terá condições de promover melhores condições para uma população que ainda luta por melhores moradias e sonha com a casa própria.

Para que essa realidade se altere, algumas coisas precisam mudar. Uma delas é quanto à possibilidade de um comprador poder desistir do negócio já fechado, o chamado distrato. O tema justifica uma reflexão, pois a incorporadora decide levar à frente uma obra em função das diversas pessoas que se comprometeram com a mesma e já iniciaram pagamento. Esse tipo de desistência ( que é alta no Brasil), compromete a continuidade da execução da obra e pode trazer graves consequências para a indústria da construção civil. 
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No setor residencial, os preços de imóveis dados em garantia para financiamentos mais do que quintuplicaram, saindo de uma base 100 em março de 2001 para 550 em junho de 2014. Para o investidor, o momento também pede atenção e análise criteriosa. Segundo dados divulgados recentemente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o preço médio do metro quadrado dos imóveis brasileiros à venda deve subir tímidos 0,9% em 2015. A projeção é que em junho de 2016, o metro quadrado registre queda de 4,8%, na variação acumulada nos últimos 12 meses.

Por Luiz França
Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

Mercado imobiliário dos EUA atrairá mais estrangeiros em 2016





(Bloomberg) - A maioria dos investidores estrangeiros acredita que vai injetar mais dinheiro em imóveis nos EUA neste ano que em 2015, e Nova York continua sendo o principal mercado-alvo em todo o mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pela Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire, na sigla em inglês).

Sessenta e quatro por cento dos participantes disseram que pretendem fazer aumentos, singelos ou grandes, em investimentos no mercado imobiliário dos EUA neste ano, e 31 por cento esperam manter suas posses ou reinvestir o obtido com as vendas em outros ativos americanos, de acordo com a 24ª pesquisa anual da Afire. Nenhum dos participantes pretende fazer uma redução drástica. Aproximadamente metade dos cerca de 200 membros do grupo participou da pesquisa.

"Essa resposta é muito forte", disse Jim Fetgatter diretor da Afire, que tem sede em Washington e cujos membros possuem cerca de US$ 2 trilhões em imóveis em todo o mundo, em uma entrevista por telefone. A desaceleração da economia chinesa, a recessão no Brasil e a crise de imigração na Europa evidenciaram para os investidores que "os EUA, neste momento, realmente são o lugar mais seguro para eles".

As compras de imóveis americanos realizadas por estrangeiros aumentaram desde a crise financeira e pularam para US$ 87,3 bilhões em transações finalizadas no ano passado, em comparação com menos de US$ 5 bilhões em 2009, de acordo com a Real Capital Analytics Inc. Investidores do Canadá, da Ásia, da Europa e da Austrália compraram participações em edifícios empresariais, depósitos, edifícios de apartamentos, shoppings e hotéis na tentativa de obter yields relativamente mais altos. Manhattan atraiu US$ 23,5 bilhões, ou seja, 27 por cento das transações de 2015, mostram dados da Real Capital.

Os EUA também ficaram em primeiro lugar entre os países com a melhor oportunidade de valorização do preço em 2016. Depois, vieram Brasil, Espanha, Irlanda e Reino Unido, de acordo com dados da Afire.

Principais cidades
Londres e Los Angeles ficaram em segundo e terceiro lugar entre as cidades mais populares para investimentos imobiliários na pesquisa. Berlim subiu três degraus e ficou em quarto lugar, e este foi o primeiro ano em que uma cidade alemã ficou entre as cinco primeiras. Paris empatou com São Francisco no quinto lugar, de acordo com a Afire.

Dentro dos EUA, imóveis multifamiliares e industriais foram os tipos preferidos pelo segundo ano consecutivo, e os comerciais passaram do quinto ao quarto lugar. Os escritórios caíram de terceiro para quarto, e os hotéis continuaram em quinto lugar, de acordo com a pesquisa.

A recente aprovação de uma lei que flexibiliza os impostos para os fundos de pensão estrangeiros que compram imóveis nos EUA provavelmente vai impulsionar ainda mais os investimentos, disse Fetgatter. Muitos investidores transfronteiriços tinham comprado anteriormente imóveis nos EUA com parceiros majoritários desse país.

A nova lei "simplifica o processo de investimento e abre diversas oportunidades para que eles estruturem suas transações de outro modo", disse ele.

Crise e incerteza no Brasil aceleram 'fuga de elites'

Incertezas no Brasil aceleraram a procura da elite por alternativas que considera mais seguras para aplicar seus recursos fora do país.


Corretores e advogados ouvidos pela Folha relataram um aumento na compra de imóveis em Nova York no último ano, quando a crise nacional se aprofundou.

Além da questão financeira, há um movimento em busca de melhor qualidade de vida. Nesses casos, benefícios fiscais oferecidos por governos europeus, como Portugal, também têm surtido efeito.

Nos EUA, o controle menos rígido sobre a origem do dinheiro incentiva investimentos em um mercado imobiliário valorizado e com liquidez.

Instrumentos jurídicos que permitem o uso de empresas de fachada e offshores são comuns na aquisição de imóveis por estrangeiros em Nova York. Além de, em alguns casos, dificultarem a identificação do proprietário, ajudam a evitar o imposto de herança, que nos EUA pode chegar a 50% do valor do imóvel.

“Muitos brasileiros compram em nome de empresa constituída em paraíso fiscal (Bahamas ou Bermudas, por exemplo) para evitar a incidência do imposto”, diz a advogada Michelle Viana, especializada no ramo imobiliário, que atua em Nova York.

Mesmo quem já tem propriedades na cidade tem adquirido outras. Um cliente de Viana, médico paulistano bem-sucedido, comprou o terceiro apartamento em Nova York. Os outros dois ficam parados quase o ano inteiro. Não há intenção de alugar para fazer dinheiro: o objetivo é pôr o dinheiro em investimento que considera seguro.

Assim como Viana, a corretora Ângela Magarian, da Corcoran, percebeu um aumento na procura. Em Nova York há 40 anos, ela diz que “é incrível como mudou”.

“O que eu sinto é que quem pode está vindo mesmo. O Brasil está tão complicado.”

No momento, ela tem seis clientes fechando negócios de US$ 8 milhões a US$ 15 milhões, dois deles se mudando para apartamentos maiores.

A violência é a gota d’água para pessoas que têm condições de se manter fora do país e já não veem perspectivas econômicas no Brasil.

Após sofrer um assalto à mão armada no Jardim Europa (SP), a oncologista Emanuelly Castro passou a planejar sua mudança. O carro blindado não bastou para ela se sentir mais segura. “Estou convicta de que, com a deterioração da economia, haverá alta na criminalidade.”

Dona de imóveis no Brasil, Castro diz que não se desfará deles, mas deixou de investir no mercado nacional. Ela comprou um apartamento em Manhattan, para onde se mudará em 2016 com o filho, de 15 anos.

“Pretendo descomprimir de todo o estresse e a paranoia que vivo no Brasil.”

Um executivo de “altíssima renda”, segundo seu advogado, pagou US$ 60 milhões por um imóvel nos EUA pelo EB-5, programa do governo americano que lhe dará cidadania.

O executivo foi desaconselhado porque, assim, terá de aderir ao pesado regime tributário do país. Mas a insatisfação com o Brasil falou mais alto –sua intenção é se mudar em definitivo.

CASAS EM BALNEÁRIO

“Nova York é a capital do mundo. E os Hamptons são a capital do mundo nas férias”, define o corretor JB Santos, da imobiliária de alto padrão Brown Harris Stevens. O balneário a duas horas de Manhattan é célebre pelas mansões e proprietários famosos.

Desde 2010, Santos vendia um imóvel nos Hamptons por ano, em média. Desde o fim de 2014, diz, foram três. Um de seus clientes é um criador de gado brasileiro, que passa metade do ano em seu apartamento em Nova York e a outra metade no Brasil.

Nos últimos meses, o fazendeiro comprou duas casas nos Hamptons. A terceira foi vendida a um catarinense que trabalha no mercado financeiro e vive em Manhattan.

“Ouço muito de compradores que eles querem tirar dinheiro do país por insegurança política. Eles estão cientes de que adquirir imóveis é uma forma de ter investimento sólido, que, em um futuro breve, vai dar retorno substancial”, afirma Santos.

O escritório de advocacia Mattos Filho viu a procura por assessoria para migração disparar no último ano.

Há um ano, a equipe atendia cerca de um cliente por mês. Hoje, são de 10 a 12 por mês, informa o sócio Alessandro Fonseca. São pessoas que declaram patrimônio superior a R$ 50 milhões “com tranquilidade”, define.

“O que chama a atenção nesse fluxo é que tem muita gente de segunda geração”, afirma Fonseca.

“[São] filhos de milionários com filhos em idade escolar que estão migrando. Gente altamente bem formada, jovem, que trabalhou no mercado financeiro e está indo para educar os filhos com mais qualidade, porque querem uma vida melhor.”

A maior parte desses clientes tem a Europa como destino, com destaque para Portugal. O governo português oferece benefícios como o Golden Visa, que dá direito de residência ao estrangeiro que aplicar € 500 mil em imóveis ou € 1 milhão em conta bancária. Abrir um negócio que gere dez postos de trabalho também é aceito.

Outra possibilidade é fazer transferência de residência fiscal. Durante dez anos, o estrangeiro que gerar renda em Portugal pagará alíquota de Imposto de Renda menor que o cidadão português, e eventuais transferências de dividendos ganhos fora do país são isentas de taxação.

A AXPE, butique do ramo imobiliário que faz a intermediação entre comprador e vendedor, fez parcerias em Portugal há um ano, ao perceber a demanda explosiva batendo à sua porta. Dez imóveis foram vendidos desde fevereiro, e fileiras de potenciais clientes apareceram.

O dono da empresa imobiliária, José Eduardo Cazarin, define seu público como aquele com “olhar estético apurado, de nível sociocultural mais alto”.

“Por que esse interesse súbito? As pessoas falam: ‘Nossa, é tanta confusão, tudo é tão difícil. É uma boa ideia eu fazer um investimento em um bem de raiz, em moeda forte, num país de inflação zero'”, acrescenta Cazarin.

Fonte: UOL Notícias
www.uol.com.br

15 de junho de 2015

Mercado imobiliário da Flórida mira ricaços brasileiros

Site em português e apartamentos personalizados são algumas estratégias para fisgar clientes.


Com apartamentos custando a partir de US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões), 60% das unidades do Marina Palms Yacht Club & Residences, em Miami, foram vendidas para clientes do Brasil — o piloto de Fórmula Indy Helio Castroneves é um deles.

A estratégia das incorporadoras foi personalizar: criar plantas que satisfaçam as necessidades das famílias brasileiras, explica George Helmstetter, presidente do The DevStar Group, responsável pela construção.

— Nos últimos 12 meses, começamos a ver uma demanda de clientes procurando apartamentos maiores, de três ou quatro dormitórios, para viver em tempo integral. Criamos uma linha de apartamentos com mais espaço e flexibilidade. Eles têm cerca de 260 m², com áreas expansivas para as famílias brasileiras, que costumam ser maiores ou incluir outros membros, como avós ou uma babá, por exemplo.

Ele acrescenta que muitos proprietários planejam estabelecer apenas parte da família na Flórida.

— Também temos visto clientes em que um membro da família continua mantendo negócios no Brasil, mas está estabelecendo uma segunda residência [nos EUA] e geralmente a mãe e as crianças pretendem morar aqui em tempo integral.

A preferência dos brasileiros por imóveis de alto padrão aparece em dados da Miami Association of Realtors (associação de corretores). Em 2014, eles representaram 11% de todos os negócios imobiliários internacionais no sul da Flórida. Enquanto estrangeiros que compram naquela área gastam em média US$ 444 mil (R$ 1,4 milhão) por propriedade, os clientes do Brasil desembolsam cerca de US$ 495 mil (R$ 1,6 milhão).

Partiu Miami! Por que tantos brasileiros estão se mudando para lá?

A corretora Rejane de Paula, da In Miami Properties, vai além e diz que eles são "bem exigentes" e costumam gastar bem mais.

— O público brasileiro foi o que mais comprou imóvel acima de US$ 1 milhão. Imóveis a partir de US$ 500 mil são os que agradam o brasileiro. Muitos deles pagam à vista, mas também há financiamentos com juros em torno de 4% ao ano e dependendo do cliente, tem bancos que cobram 1%.

O mercado imobiliário no sul da Flórida enfrentou uma fase de preços baixos entre 2009 e 2011. Porém, o valor médio das propriedades subiu mais de 100% de lá para cá — de US$ 109 mil para US$ 240 mil. Isso fez uma parte da classe média desistir do negócio e procurar lugares mais baratos, como Orlando, por exemplo, onde o m² chega a custar metade desse valor.

Quem tem dinheiro se preocupa em ter o imóvel ideal, mesmo que custe um pouco mais. Opções para atrair essa fatia do mercado não faltam. Desde 2011, foram lançadas 340 novas torres, colocando no mercado mais de 44 mil unidades no sul da Flórida.

Mesmo com imóveis subindo de preço, há indícios de que ricos do Brasil continuam bastante interessados na região. Dados divulgados pela Miami Realtors em abril, referentes ao tráfego na internet, mostram que brasileiros são os que mais procuram informações sobre propriedades na região.

Divulgação
Um dos grandes lançamentos é o Brickell City Centre. Para atrair compradores do Brasil, o empreendimento tem até site em português. Os preços começam em US$ 600 mil (R$ 1,9 milhão). Localizado na região central da cidade, o complexo inclui um shopping na porta de casa e hotel.

Na parte residencial, há piscina com serviço de bar, spa, academia, biblioteca, além de wi-fi no lobby e nas áreas de lazer. As unidades são entregues com acabamento (incluem até pisos em mármore) e opções de móveis e eletrodomésticos de primeira linha.

As milhares de opções de apartamentos e casas fazem os corretores focarem cada vez mais nos endinheirados da América Latina. Recentemente, Rejane de Paula e a sócia Fabiana Santamaria, da In Miami Properties, estiveram em São Paulo para um evento na Casa Cor.

O momento não podia ser melhor para fisgar clientes. Se antes o negócio era para investir, agora os brasileiros estão despertando mais interesse pela vida nos Estados Unidos.

Fonte: http://noticias.r7.com

21 de março de 2014

Gigante imobiliário chega ao Brasil com investimento em setor corporativo


A empresa Coldwell Banker Commercial, líder mundial no setor de serviços imobiliários corporativos, anunciou nesta sexta-feira que desembarca no Brasil com um investimento programado de R$17 milhões para os próximos três anos.

A chegada da companhia é fruto da associação entre a gigante americana e o grupo Brasilinvest, coincide com a expansão do mercado imobiliário brasileiro.

'Era algo natural para nós desenvolver a Coldwell Banker Commercial no Brasil. Quando olhamos para o Brasil olhamos para um dos maiores mercados do mundo, especialmente em São Paulo', afirmou à Agência Efe o vice-presidente mundial da Coldwell Banker, J. Peter Turtzo.

A expectativa da companhia é criar 250 escritórios em vários pontos do país nos próximos 24 meses, centradas exclusivamente no mercado comercial.

De acordo com Fernando Garnero, presidente do Grupo Garnero, matriz da Brasilinvest, a chegada da Coldwell Banker Commercial criará cerca de 400 postos de trabalho de maneira direta em todo o país.

'A Brasilinvest possui grande experiência na questão imobiliária: desde o início da operação, o processo de aprovação, a concepção, a construção com financiamento e as vendas, onde estamos entrando agora. É a primeira vez que entramos no campo das vendas', explicou Garnero.

O objetivo da companhia é gerar um volume de transações de R$3 milhões até 2017.

Presente em 28 países, a Coldwell Banker Commercial conta com um faturamento anual de US$6,8 bilhões e US$15 milhões de transações anuais, segundo dados divulgados pela própria companhia. EFE

Fonte: http://noticias.br.msn.com
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